adonis martins alegre

https://diariodopara.com.br/noticias/brasil/confraternizacao-de-advogados-termina-com-assedio-violencia-e-prisao/

Confraternização de advogados termina em violência e prisão

Uma confraternização de advogados que deveria ser apenas uma celebração se transformou em um episódio de violência, hospitalização e prisão na noite da última sexta-feira, 11 de agosto, no Royal Tulip Brasília Alvorada, um dos hotéis mais renomados da capital federal.

A situação teve início com o advogado Adonis Martins Alegre, de 35 anos, natural do Rio Grande do Sul, que ultrapassou os limites do consumo de álcool. Visivelmente alterado, ele cometeu assédio e agrediu um segurança do evento. Adonis foi preso em flagrante após uma série de incidentes durante um evento que reunia profissionais de diversas partes do país.

Relatos de participantes indicam que a noite começou de forma descontraída, com vinho e música. No entanto, o comportamento do advogado tornou-se preocupante à medida que ele apresentava sinais de embriaguez intensa.

Segundo denúncias, Adonis assediou ao menos duas colegas, tocando uma delas sem consentimento e a perseguindo por diferentes áreas do hotel.

A situação escalou quando um funcionário tentou contê-lo. Adonis quebrou uma taça de vinho e atingiu o rosto do segurança, identificado como Rafael, de 32 anos. O impacto causou um corte profundo, que necessitou de vários pontos, e a vítima relatou que só não ficou cega porque usava óculos.

A Polícia Militar do Distrito Federal foi acionada e conduziu o advogado à 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), onde ele responderá por lesão corporal grave, importunação sexual e perseguição. A fiança não foi estabelecida, pois as penas juntas superam quatro anos de prisão.

De acordo com o delegado de plantão, laudos do IML poderão determinar se o caso será considerado uma tentativa de homicídio.

Apesar da gravidade do ocorrido, a OAB Nacional e a seccional do Distrito Federal (OAB-DF) ainda não emitiram um posicionamento oficial. Até o fechamento desta matéria, não houve nota pública ou registro de abertura de processo disciplinar contra o advogado.

A falta de resposta institucional tem gerado críticas, especialmente entre advogadas presentes no evento, que questionam a omissão em um caso de violência física e assédio sexual praticados por um profissional da advocacia.

Segundo o Código de Ética e Disciplina da OAB, condutas que atentem contra a dignidade profissional podem resultar em suspensão ou exclusão do registro. Contudo, a abertura de um processo interno depende de denúncia formal e deliberação dos conselhos competentes.

O caso rapidamente se tornou viral nas redes sociais, com vídeos da confusão sendo compartilhados em grupos de advogados e páginas de notícias locais. O que começou como uma celebração acabou expondo um problema grave de conduta e impunidade na classe.


← Voltar para as notícias