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Caso dos irmãos desaparecidos no MA: entenda as hipóteses

As buscas na mata e no rio Mearim foram finalizadas sem resultados, e a Polícia Civil direciona seus esforços para novas linhas de investigação.

Quase um mês se passou desde o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, e o caso continua a mobilizar tanto as autoridades quanto a população de Bacabal, no Maranhão. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro e, apesar de uma ampla operação de busca e investigação, ainda não há pistas concretas sobre o seu paradeiro.

Com o passar do tempo, a investigação policial entrou em uma nova fase, enquanto cresce a preocupação com a disseminação de informações falsas nas redes sociais.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, enfatizou que todas as informações recebidas são rigorosamente analisadas, com o apoio da Perícia Oficial. A principal linha de investigação continua sendo a possibilidade de que as crianças tenham se perdido na mata, embora até o momento não tenham sido encontrados vestígios como roupas ou objetos pessoais.

Martins destacou que nenhuma hipótese foi descartada. Ele afirmou: “Informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime”.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão revelou que a investigação adotou medidas mais específicas, sob a coordenação da Polícia Civil. As buscas estão sendo conduzidas por uma comissão especial composta por delegados da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Superintendência de Polícia Civil do Interior e da Delegacia Regional de Bacabal.

Na última semana, a SSP-MA informou que toda a área de mata indicada durante a apuração foi minuciosamente vasculhada, assim como trechos do rio Mearim, sem que sinais que indicassem o paradeiro das crianças fossem encontrados.

As equipes utilizaram tecnologia de imagem em 3D e realizaram buscas aquáticas e subaquáticas. No rio, foram percorridos 19 quilômetros, dos quais 5 quilômetros com o uso de side scan sonar, uma tecnologia que mapeia o fundo mesmo em águas turvas.

Desde o início das buscas, mais de 500 pessoas participaram da força-tarefa montada. Apesar do esforço concentrado, as áreas prioritárias tiveram as buscas de campo encerradas, e agora a investigação se concentra na análise detalhada de todas as linhas possíveis.

O caso também foi marcado pela circulação de notícias falsas que chegaram a mobilizar equipes policiais. Uma informação indicava que Ágatha e Allan teriam sido vistos em um hotel no bairro da República, em São Paulo. A denúncia foi investigada e descartada após ação conjunta das polícias Civil do Maranhão e de São Paulo.


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