Helicópteros, ajuda dos EUA e mais de 70 mortes: como foi a operação que matou 'El Mencho' e provocou onda de violência no México
Helicópteros, ajuda dos EUA e mais de 70 mortes
Uma operação militar complexa levou à morte de Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, no último domingo (22). A ação contou com a mobilização do Exército, da Guarda Nacional e de suporte de inteligência dos Estados Unidos, iniciada após informações vindas da namorada do criminoso.
O chefe do cartel Jalisco Nova Geração, um dos principais fornecedores de fentanil para os EUA, foi localizado em Tapalpa, no estado de Jalisco. Sua morte desencadeou uma onda de violência em várias regiões do México, resultando em mais de 70 mortes.
El Mencho era procurado há anos, com o Departamento de Estado dos EUA oferecendo uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua captura.
A operação foi planejada após a namorada de El Mencho visitar seu esconderijo, o que levou a uma rápida mobilização das forças de segurança. No dia seguinte, antes do amanhecer, o Exército cercou a área, mas enfrentou resistência armada. O confronto inicial resultou na morte de oito suspeitos.
Durante a operação, El Mencho e seus comparsas tentaram escapar para uma área de mata, onde novos confrontos ocorreram. Ferido, ele foi capturado, mas não sobreviveu à transferência para o hospital.
A reação do crime organizado foi rápida e violenta. Lideranças do cartel ordenaram bloqueios em estradas, incêndios e ataques a prédios públicos, gerando um clima de terror em Jalisco e outros estados.
O governo mexicano informou que, após a morte de El Mencho, o cartel começou a oferecer 20 mil pesos pela morte de militares. Moradores e turistas foram aconselhados a permanecer em casa, enquanto companhias aéreas cancelaram voos para Puerto Vallarta, um popular destino turístico.
A onda de violência deixou cerca de 30 pessoas ligadas ao cartel mortas, além de 25 agentes da Guarda Nacional e um civil. O governo também confirmou a prisão de pelo menos 70 indivíduos em sete estados.
A presidente Claudia Sheinbaum anunciou que a situação estava se normalizando, com o fim dos bloqueios nas estradas e a previsão de normalização dos voos até terça-feira (24).
O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que os possíveis sucessores de El Mencho estão sob monitoramento, e o risco de novos ataques está sendo avaliado.
Em resposta à situação, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o México "precisa intensificar os esforços" contra os cartéis de drogas.
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