Heinze exalta agronegócio e defende regulação do mercado de carbono
Da Agência Senado |
12/11/2025, 10h58
Em um pronunciamento na terça-feira (11), o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) fez uma defesa contundente do setor agropecuário, ressaltando que o Brasil oferece poucos subsídios aos produtores rurais em comparação a outros países. Ele utilizou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para ilustrar a discrepância no apoio financeiro entre nações. Heinze enfatizou a importância do agronegócio para a economia nacional, destacando que, enquanto a China subvenciona 37% de seus agricultores, os Estados Unidos destinam 15%, a Índia 14% e a União Europeia 13%, o Brasil aloca apenas 3%.
Heinze afirmou que, apesar da falta de subvenções comparáveis às de países europeus, asiáticos e americanos, o Brasil se mantém como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Ele ressaltou que o setor é responsável por quase 40% dos empregos no país, afirmando que "se chegam num supermercado o arroz, o feijão, a carne, o leite, as verduras, eles saem do campo".
O senador também abordou a necessidade de valorizar economicamente a floresta amazônica e regular o mercado de crédito de carbono. Ele anunciou a intenção de apresentar um requerimento para realizar uma nova audiência pública sobre o assunto e mencionou a cooperativa Copagril, no Paraná, que já remunera produtores rurais pela preservação da vegetação nativa. Heinze citou que, segundo o Banco Itaú, o valor potencial da floresta pode atingir US$ 140 bilhões no mercado atual, podendo alcançar US$ 2 trilhões em um mercado regulado.
"Esses agricultores já estão recebendo dinheiro da venda do crédito de carbono. Um trabalho ímpar que a Cooperativa Copagril está fazendo e que pode ser referência para toda a produção agrícola do Brasil", concluiu Heinze.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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