Hamilton Mourão

Hamilton Mourão: "julgamento de Bolsonaro é vingança política"

Hamilton Mourão: julgamento de Bolsonaro é vingança política

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) declarou nesta segunda-feira (1º) que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representa “o ocaso de uma vingança política”.

Mourão criticou a atuação da Suprema Corte, enfatizando que divergências ideológicas estão sendo tratadas como crimes.

“Infelizmente, no Brasil do PT, fortalecido pela hipertrofia da Suprema Corte, propositalmente, fizeram com que divergências ideológicas se transformassem em condutas criminosas e liberdade de expressão em direito relativo”, publicou nas redes sociais.

Ele alertou que a “quase certa condenação” de Bolsonaro e de seus aliados criará um precedente perigoso, enfraquecendo a democracia. O senador defendeu a pacificação e uma anistia ampla para o país.

Análise do julgamento como um todo

O Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar a participação de Bolsonaro e outros sete réus a partir desta terça-feira (2). Eles são acusados de integrar o núcleo central de uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

A expectativa é que a Corte inicie a audiência das sustentações orais da defesa e da Procuradoria Geral da República ainda nesta semana.

Mourão destacou que a análise do julgamento deve ir além da perspectiva jurídica. “É importante que todos entendam! O julgamento que se inicia, tendo como réus o ex-presidente Bolsonaro e seu núcleo de assessoramento mais próximo, não é apenas um simples processo jurídico, em verdade é o ocaso de uma vingança política”, afirmou.

Repercussões e anistia

Aldo Rebelo, ex-ministro do governo Dilma, também defendeu a anistia, enquanto a Irmã Ilda, conhecida como “Senhorinha da Bíblia”, se tornou um símbolo da anistia ao relatar os eventos do 8 de janeiro.

O ministro Alexandre de Moraes declarou que o STF não aceitará coações ao abrir o julgamento de Bolsonaro.

Nesse contexto, a direita debate se o foco da manifestação em 1º de março deve ser a frase “Fora Toffoli e Moraes” ou a anistia a Bolsonaro.

A OAB pediu a Fachin o encerramento do inquérito das fake news relacionado a Toffoli e Moraes, enquanto aqueles que se omitem diante dos abusos do STF poderão ser considerados figuras minúsculas da República.


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