Haddad volta a criticar alta de juros, mas evitar culpar integrantes do BC
Haddad critica alta de juros, mas evita culpar integrantes do BC
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou o aumento da taxa de juros real desde meados de 2024, mas enfatizou que não há necessidade de culpar os atuais diretores do Banco Central (BC) pelo aumento.
"É literalmente impossível que isso não tenha produzido efeitos também no bem-estar, sobretudo porque a gente sabe do nível de endividamento das famílias", argumentou o ministro.
Haddad destacou que o aumento da taxa de juros real ocorreu devido a uma mudança estrutural no sistema financeiro, que foi atribuída ao mandato que não existia dos atuais diretores do BC. "Existe essa coisa de mandato que não existia, de autonomia que não existia, mas assim, existe uma coisa estrutural no Brasil", respondeu.
O ministro também enfatizou que a população tem uma ideia de que errar para mais é melhor do que errar para menos, e que a taxa de juros real é apenas um dos muitos problemas que o Brasil enfrenta. "Tem uma ideia de que nós temos que sempre estar comprando credibilidade", continuou.
Em seguida, indagado sobre o fato de todos os atuais diretores do BC terem sido indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad disse que há um problema estrutural no sistema, e não há uma responsabilidade direta com os atuais dirigentes.
"Eu não quero fulanizar esse debate porque eu acho que não vai contribuir", respondeu o ministro.
Haddad também destacou que o aumento da taxa de juros real é um problema econômico, que afeta diretamente as pessoas, especialmente as famílias. "O Brasil desde a metade do ano de 2024 está aumentando a taxa de juro real. Nós estamos falando de dois anos, quase, de aumento da taxa de juro", continuou.
Em suma, Haddad criticou o aumento da taxa de juros real, mas evitou culpar os atuais diretores do BC, enfatizando que o problema é estrutural e que não há uma responsabilidade direta com eles.
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