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Haddad: é cedo para falar de reversão de ciclo de cortes da Selic por conta do Irã

Haddad: É cedo para considerar reversão de cortes da Selic devido ao Irã

03/03/2026 17h28
Atualizado há 10 minutos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira, 3, que ainda é prematuro discutir uma possível reversão no ciclo de cortes da Selic, em razão do conflito no Irã. Ele participou do programa Alô, Alô Brasil, apresentado pelo jornalista José Luiz Datena, na Rádio Nacional.

Haddad ressaltou que o papel do Banco Central é encontrar o equilíbrio necessário para combater a inflação, alertando que doses inadequadas podem prejudicar a economia.

“Ainda não sabemos como o conflito irá se desenrolar, mas é muito cedo para falarmos sobre uma reversão do ciclo de cortes que já está em andamento”, afirmou o ministro.

Preparação para cenários

De acordo com Haddad, a responsabilidade da Fazenda é analisar todos os possíveis impactos que a guerra no Oriente Médio pode ter no Brasil e se preparar para essas variáveis. “Nosso dever é nos preparar para qualquer situação, como fizemos em momentos anteriores, como o tarifaço do Trump ou eventos climáticos severos. A equipe econômica sempre busca montar cenários e se preparar para cada um deles”, comentou.

Vulnerabilidades no governo Tarcísio

Ele também criticou a cobertura da imprensa sobre as vulnerabilidades do governo do governador Tarcísio, afirmando que a mídia tem um viés e falta equilíbrio nas reportagens.

Reunião sobre candidatura

Haddad mencionou que deverá participar de uma reunião nesta semana para discutir sua candidatura.

O ministro explicou que tanto a incursão na Venezuela quanto no Irã estão relacionadas ao petróleo e ao receio que a China provoca nos Estados Unidos, além das dificuldades internas enfrentadas pelo presidente Donald Trump em relação à sua imagem pública.

“É alarmante o que está ocorrendo globalmente; a China tem gerado grande preocupação nos Estados Unidos. Todas essas movimentações estão interligadas com a questão do petróleo e a dependência da China em importar de 11 a 12 milhões de barris por dia”, concluiu.


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