Haddad: conflito no Irã vai determinar muita coisa, mas economia brasileira está bem
Haddad comenta sobre o conflito no Irã e a economia brasileira
02/03/2026 22h17
Atualizado 13 minutos atrás
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 2, que ainda é cedo para avaliar os efeitos da intensificação do conflito entre Estados Unidos e Irã nas variáveis macroeconômicas, exceto no caso de uma escalada significativa.
Ele destacou que o Ministério da Fazenda está monitorando a situação, mas reafirmou que a economia brasileira se encontra em um bom estado e que uma possível intensificação do conflito poderá ter impactos relevantes. “Vamos aguardar e, se necessário, nos preparar para uma deterioração no ambiente econômico”, declarou o ministro em uma breve conversa com jornalistas antes de sua aula magna na Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP).
O embaixador do Irã expressou gratidão ao presidente Lula por suas críticas aos ataques realizados por Israel e Estados Unidos. Desde seu segundo mandato, Lula mantém boas relações com o regime iraniano e tentou, sem sucesso, intermediar um acordo nuclear entre Teerã e as potências ocidentais, em colaboração com a Turquia.
Haddad também mencionou que o Brasil possui uma pauta de exportação superavitária, mas enfatizou que não é momento de tirar proveito dessa situação. “O Brasil espera um mundo de paz e tranquilidade”, ressaltou. O ministro ainda elogiou a atuação de Lula no cenário internacional, buscando a paz e fortalecendo as Nações Unidas e o Conselho de Segurança.
“Vamos continuar acompanhando com cautela e, se necessário, nos preparar para novas medidas. Neste momento, é difícil prever o que poderá acontecer”, concluiu.
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