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Há 30 anos, o Brasil perdia os Mamonas Assassinas no auge do sucesso

Um acidente aéreo em São Paulo marcou a tragédia que ceifou a vida dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, completando 30 anos nesta segunda-feira (2). O grupo, que deixou uma marca indelével na música brasileira dos anos 1990, faleceu em 1996, no auge da fama, quando a aeronave que os transportava caiu na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo.

Os músicos estavam voltando de um show em Brasília, com destino ao aeroporto de Guarulhos, quando o avião colidiu com uma área de mata durante a tentativa de pouso. Infelizmente, não houve sobreviventes.

A tragédia interrompeu uma trajetória meteórica que durou menos de um ano, mas foi suficiente para transformar a banda em um verdadeiro fenômeno nacional. O único álbum lançado pelo grupo vendeu mais de 3 milhões de cópias, impulsionado por sucessos que dominaram as rádios e programas de televisão em todo o país.

Formada por Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Sérgio Reoli e Samuel Reoli, a banda encantou o público com uma mistura de rock, humor e letras irreverentes, abordando temas do cotidiano com uma linguagem popular e crítica bem-humorada. O estilo descontraído e as performances marcantes contribuíram para consolidar rapidamente a popularidade do grupo.

A comoção após o acidente foi imediata, com um velório coletivo que reuniu milhares de fãs e mobilizou o país, evidenciando a dimensão cultural alcançada pelos músicos em tão pouco tempo.

Sucessos que marcaram uma geração

As letras irreverentes e as apresentações cheias de humor garantiram ao grupo músicas que se tornaram parte da cultura popular brasileira. Canções como “Pelados em Santos”, “Robocop Gay”, “Vira-Vira”, “1406” e “Mundo Animal” dominaram as rádios e ajudaram a solidificar o fenômeno.

O estilo único, misturando rock, sátira e elementos da música popular, aproximou públicos de diferentes idades. A banda também teve destaque em programas de televisão, aumentando ainda mais sua popularidade e conquistando uma base de fãs em todo o país.

Mais de duas décadas após a tragédia, os corpos dos integrantes foram exumados com autorização das famílias, e transformados em um memorial simbólico. Os restos mortais foram cremados e as cinzas colocadas em cápsulas biodegradáveis, que deram origem a árvores plantadas no Cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos.

Essa iniciativa criou um espaço de homenagem permanente, onde cada árvore representa um dos músicos. A proposta transforma o local em um ambiente de memória e vida, permitindo que os fãs continuem prestando homenagens de forma simbólica.


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