Guerra no Rio: Polícia oferece R$ 100 mil pela captura de Doca, chefe do CV na Penha
Recompensa de R$ 100 mil pela captura de Doca, chefe do CV na Penha
28/10/2025 16h43
O Disque Denúncia anunciou, nesta terça-feira, uma recompensa de R$ 100 mil pela captura de Edgard Alves Andrade, conhecido como Doca, de 55 anos. Ele é considerado pela Polícia Civil um dos líderes do Comando Vermelho (CV). A recompensa foi lançada em meio a uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, onde Doca é um dos alvos principais.
A operação visa cumprir mandados de prisão contra integrantes do CV, sendo que 30 deles são de outros estados, que estão escondidos nas comunidades.
O número de mortos na ação contra a facção já chega a 64. A operação, que conta com 2,5 mil policiais, enfrenta retaliações, incluindo o uso de drones e bloqueios. O governo estadual solicita mais apoio federal para combater a violência.
A recompensa oferecida é equivalente à que foi disponibilizada para a captura de Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, que já está preso há 20 anos, mas continua sendo o atual líder do CV.
Na manhã desta terça-feira, uma operação conjunta das polícias civil e militar mobilizou 2,5 mil agentes para cumprir os mandados de prisão relacionados ao CV.
Edgar Alves Andrade, o Doca, é considerado um dos principais membros da liderança do CV, atuando principalmente no Complexo Penha. Ele é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo a execução de crianças e o desaparecimento de moradores. Em outubro de 2023, Doca foi identificado como o mandante do assassinato de três médicos e da tentativa de homicídio de uma quarta vítima na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As vítimas estavam em um congresso de medicina e foram confundidas com milicianos.
Antes de ser encontrada morta em Cascadura, a traficante Eweline Passos Rodrigues, conhecida como Diaba Loira, publicou um vídeo nas redes sociais dirigindo uma mensagem a Oruam e a Doca. No vídeo, ela, que havia mudado de facção do CV para o Terceiro Comando Puro (TCP), acusou os dois de tentarem comprar um integrante do TCP chamado Cocão.
A Polícia Civil acredita que Doca tenha coordenado ações de traficantes em áreas como Gardênia e Rio das Pedras. Ele é um dos principais nomes da facção e é conhecido por ter como homem de confiança um indivíduo identificado como BMW, que pode estar liderando a nova guerra entre traficantes e milicianos nessas comunidades.
Doca, também chamado de Urso, já foi alvo da operação Buzz Bomb, deflagrada em setembro do ano passado pela Polícia Federal, que visava reprimir o uso de drones para lançamento de granadas por membros do CV. Contra ele, existem mais de 20 mandados de prisão emitidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
Durante a operação Buzz Bomb, Doca teve sua prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do TJRJ, sendo denunciado por crimes de organização criminosa e posse de material explosivo, cujas penas podem somar até 14 anos de prisão.
Evadido do sistema prisional, ele continua sendo investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores em comunidades dominadas pela facção.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirma que há mais de 20 mandados de prisão expedidos em nome de Doca pelo TJRJ.
O Disque Denúncia pede que qualquer pessoa com informações sobre o paradeiro de Doca ou sobre pontos de tráfico entre em contato pelos seguintes canais:
Central de Atendimento / Call Center: (021) 2253-1177 ou 0300-253-1177
WhatsApp Anonimizado: (021) 2253-1177 — tecnologia que remove dados que possam identificar o denunciante
Aplicativo: Disque Denúncia RJ
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