cnnbrasil

Guerra no Oriente Médio: empresa orienta brasileiros presos em cruzeiro

MSC Cruzeiros orienta brasileiros em cruzeiro nos Emirados

A MSC Cruzeiros, em parceria com a Embaixada do Brasil nos Emirados Árabes Unidos, divulgou um comunicado nesta segunda-feira (3) para orientar os brasileiros a bordo de um cruzeiro no país, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O documento, ao qual a CNN Brasil teve acesso, informa que os passageiros não precisam tomar medidas imediatas e que a empresa irá organizar os voos de retorno assim que os aeroportos forem reabertos e for seguro viajar.

A MSC enfatiza que está monitorando a situação de perto, mantendo contato com autoridades locais e parceiros internacionais, e que os hóspedes serão atualizados assim que novos arranjos de voo forem definidos.

Além disso, a Embaixada do Brasil recomenda que os cidadãos mantenham comunicação direta com os postos consulares em Doha e Abu Dhabi, que podem oferecer informações atualizadas e orientações específicas sobre segurança.

Os voos de repatriação organizados pelas embaixadas são geridos diretamente pelas autoridades nacionais, e a MSC está colaborando com esses processos para garantir que os hóspedes recebam suporte enquanto aguardam a normalização do transporte aéreo.

A empresa também disponibilizou sua equipe de Atendimento ao Hóspede para ajudar aqueles que precisarem de assistência para acessar o site de registro ou entrar em contato com o consulado.

Contexto da situação no Oriente Médio

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de ataques contra o Irã, em meio a crescentes tensões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que hospedam bases militares americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal do Irã anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques norte-americanos e israelenses.

Após a declaração da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera a vingança pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Donald Trump alertou o Irã contra possíveis ataques retaliatórios, afirmando: "é melhor que eles não façam isso, porque, se o fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". Os confrontos entre as partes continuam neste domingo.


← Voltar para as notícias