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Guerra no Irã: ‘Brasil se prepara para tempos difíceis’, afirma ministro da Defesa

Brasil se prepara para desafios, afirma ministro da Defesa

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, declarou nesta segunda-feira (02) que as Forças Armadas do Brasil estão prontas para enfrentar "tempos difíceis", enfatizando que a função do país é de dissuasão e defesa, não de agressão, especialmente em um contexto de conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Ele observou que o governo brasileiro está monitorando atentamente a escalada militar no Oriente Médio, que resultou em pelo menos 555 mortos no Irã, conforme dados do Crescente Vermelho. Múcio destacou que, por enquanto, não há ações extraordinárias em andamento, mas o cenário global continua a gerar preocupações.

“Alguns países possuem armas nucleares, enquanto outros têm equipamentos avançados, mas ninguém está desarmado. Acredito que viveremos em um estado constante de conflito”, analisou.

O ministro também mencionou ter recebido atualizações do comandante do Exército, general Tomás Paiva, sobre a situação no Oriente Médio, afirmando que as Forças Armadas estão constantemente atentas a regiões sensíveis. Ele reiterou que a preparação militar do Brasil é focada na proteção do território nacional e de suas riquezas estratégicas.

“A Força Armada brasileira existe para dissuasão. Nossa missão é proteger o país”, afirmou, ressaltando a importância de garantir a capacidade de defesa em um ambiente internacional cada vez mais instável. “Estamos nos preparando para tempos difíceis, mas sempre torcendo pela paz”, concluiu.

Necessidade de aumento no financiamento da defesa

Durante a coletiva, Múcio reiterou a importância de aumentar os investimentos em defesa, destacando que a necessidade de reequipamento das Forças Armadas não é apenas uma consequência da guerra no Oriente Médio, mas também de uma defasagem histórica no setor no Brasil. Ele apontou que o país tem adiado decisões cruciais para a proteção nacional.

O ministro alertou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a urgência de aumentar os recursos destinados à área militar, embora reconheça as pressões orçamentárias e as prioridades em setores como saúde e educação. Contudo, ele defendeu que a defesa nacional deve ser uma prioridade.

“Não se pode negligenciar algo tão crucial quanto a defesa em nome de outras prioridades. Isso também é uma prioridade, e no Brasil não tem sido tratado como tal”, enfatizou.

Atualmente, o Brasil investe cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, um percentual inferior ao de várias nações. Múcio citou que outros países aplicam entre 5% e 7% de suas economias nessa área e defendeu que o mínimo necessário para o Brasil seria alcançar 2% do PIB.


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