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Guerra no Irã afeta economia brasileira

Desde as primeiras horas da manhã de 28 de setembro, EUA e Israel iniciaram bombardeios em várias cidades do Irã, incluindo a capital, Teerã. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel. Esse conflito pode fazer o preço do barril de petróleo disparar para valores entre US$ 120 e US$ 150, um aumento significativo em relação aos atuais US$ 71. Se a situação se prolongar, as estimativas indicam que os preços poderão atingir recordes históricos. No Brasil, o aumento no custo do diesel afetaria o frete e geraria um efeito inflacionário em toda a economia.

O presidente Donald Trump descreveu as ações como “grandes operações de combate”, caracterizando a maior mobilização militar americana na região desde a guerra do Iraque. O objetivo declarado é “destruir e arrasar a indústria de mísseis” iraniana. Trump enfatizou: “Este regime logo aprenderá que ninguém deve desafiar a força e o poder das Forças Armadas dos Estados Unidos.”

Enquanto as operações bélicas avançam, a localização do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, é desconhecida, já que ele não é visto publicamente há dias. Fontes do gabinete presidencial afirmam que o presidente iraniano não sofreu ferimentos. Ataques e explosões também foram relatados em Abu Dhabi, Kuwait, Bahrein e Catar. O acesso à internet entre o Irã e o resto do mundo foi rapidamente restringido.

Os Estados Unidos mantêm 19 bases militares no Oriente Médio, com oito sob controle direto. O Kuwait abriga cinco bases, enquanto Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Síria têm duas cada. A Base Aérea de Al Udeid, no Catar, é crucial para as operações militares na região e abriga cerca de 10.000 soldados.

A Casa Branca já deslocou o porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78) para a área do conflito. Este é o maior e mais avançado navio de guerra do mundo, projetado para operar com mais de 75 aeronaves e capaz de operar por 20 anos sem reabastecimento.

Um bloqueio no Estreito de Ormuz é considerado o “pior cenário” para o mercado global de energia, podendo elevar drasticamente os preços do petróleo. Aproximadamente 20% do consumo global de petróleo passa por esse estreito, e qualquer ameaça de fechamento aumenta o risco geopolítico. Previsões extremas sugerem preços superiores a US$ 300 em caso de fechamento total. Um aumento de 10% no preço do petróleo poderia elevar o índice de preços ao consumidor (CPI) global em 0,3%, provocando um choque econômico semelhante às crises de 1973 e 1990. A Ásia é a região mais vulnerável, já que 84% do petróleo que passa pelo estreito é destinado a mercados como China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Especialistas alertam que um bloqueio poderia provocar uma reação negativa da China, que depende fortemente do petróleo do Golfo.

No Brasil, um bloqueio no Estreito de Ormuz teria efeitos em cascata, impactando desde o preço dos combustíveis até a inflação dos alimentos e o agronegócio. Apesar de ser um grande produtor de petróleo, a economia brasileira é sensível aos preços internacionais da commodity. Como o país depende do transporte rodoviário, a alta no diesel encareceria o frete de quase todos os produtos, gerando um efeito inflacionário generalizado. O Irã é um grande exportador de ureia e outros insumos nitrogenados essenciais para as safras de soja e milho. Um bloqueio interromperia o fluxo desses fertilizantes, elevando os custos de produção e pressionando os preços dos alimentos.

Crises geopolíticas globais tendem a fortalecer o dólar em relação ao real. O Banco Central pode ser forçado a interromper a queda nas taxas de juros ou até aumentá-las para conter a inflação, o que desestimularia o consumo e o crescimento do PIB, projetado em 1,8% para 2026. A situação é delicada para a economia brasileira, que terá que encontrar novos mercados e fornecedores diante de barreiras comerciais, embora o comércio direto com o Irã seja limitado. O passado mostra que o país superou sanções semelhantes; o mesmo pode ocorrer no futuro.

Filme: O Acusado – disponível na NETFLIX. Um jovem enfrenta uma injustiça ao ser acusado de um crime terrível e, quando justiceiros começam a persegui-lo, precisa reagir para sobreviver.

Citação: “A tradição é a personalidade dos imbecis.” – Albert Einstein

PEC da segurança (I): O deputado Mendonça Filho (UNIÃO-PE), relator da PEC da Segurança, anunciou que a matéria deve ser votada na próxima quarta-feira, com votação pela manhã na Comissão Especial e à noite no Plenário da Câmara dos Deputados.

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