Guerra com Irã expõe vulnerabilidade do país em refino e fertilizantes
Guerra com Irã expõe vulnerabilidade do país em refino e fertilizantes
O conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem exposto a vulnerabilidade do país em refino de combustíveis e fertilizantes.
O mercado financeiro foi afetado imediatamente pela decisão de interromper o fluxo comercial das petroleiras pelo Estreito de Ormuz. A cotação do barril Brent disparou 27,2% na primeira semana do conflito.
Os preços de refino de diesel e gasolina subiram 30% e 29%, respectivamente, na sexta-feira, deixando os preços de paridade de importação e exportação 18% acima dos preços domésticos da gasolina e 23% acima dos preços domésticos do diesel.
A Petrobras prevê que os investimentos em "Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes" até 2030 chegarão até 40% da demanda nacional de combustíveis derivados.
No entanto, os especialistas ressaltam que a produção de combustíveis é insuficiente para atender à demanda nacional, devido à baixa capacidade instalada de refinarias e à dependência do país de importar combustíveis.
"A capacidade das refinarias instaladas no Brasil atendem aproximadamente 70% da demanda de diesel e 85% da demanda de gasolina. Portanto, o Brasil não é autossuficiente e se faz necessário importar volumes equivalentes a 30% da demanda de diesel e 10% a 15% da demanda de gasolina", afirma Sergio Araujo, presidente-executivo da Abicom.
A falta de capacidade para refinar todo o produto que consumimos é um problema grave, pois o Brasil importa 80% dos fertilizantes consumidos pelo agronegócio. A produção de fertilizante é importante para a agricultura, mas não é um setor que o Brasil possa substituir facilmente.
"O Brasil está mais vulnerável a fertilizantes do que a petróleo. Importamos 80% dos fertilizantes consumidos pelo agronegócio e a demanda é importante para a produção de alimentos", afirma Pires.
A modernização do parque de refino e a produção de biocombustíveis são necessárias para atender à demanda nacional de combustíveis e fertilizantes. Além disso, a expansão da logística e a melhoria da infraestrutura são fundamentais para garantir a segurança energética do país.
A Petrobras destaca que a presença de gás natural no país é importante para a produção de combustíveis, mas o monopólio da empresa da gas natural afeta a concorrência e a volatilidade do mercado.
"O gás é o combustível que importamos de maior quantidade, mas a concorrência é difícil, pois a Petrobras é o único fornecedor", afirma Claudio Schlosser, diretor de comercialização e logística da Petrobras.
Os especialistas também ressaltam a necessidade de políticas que promovam a compra de um gás a metade do que é comprado hoje. Isso pode atrair investimentos e aumentar a produção de combustíveis.
Em resumo, a guerra com Irã expõe vulnerabilidade do país em refino de combustíveis e fertilizantes, e a modernização do parque de refino e a produção de biocombustíveis são necessárias para atender à demanda nacional. Além disso, a expansão da logística e a melhoria da infraestrutura são fundamentais para garantir a segurança energética do país.
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