Estados Unidos

Guarda costeira de Cuba mata quatro pessoas em barco americano

Incidente com a Guarda Costeira de Cuba

Na última quarta-feira, 25 de outubro, a Guarda Costeira de Cuba confirmou a morte de quatro pessoas e deixou outras seis feridas após um confronto com uma lancha registrada nos Estados Unidos. Segundo o Ministério do Interior cubano, a embarcação americana invadiu águas territoriais cubanas e disparou contra os militares.

Os guardas costeiros foram recebidos a tiros ao tentarem abordar a lancha. O capitão da embarcação cubana foi ferido e levado para tratamento, enquanto os seis ocupantes da lancha americana também receberam atendimento médico.

A mídia estatal informou que os tripulantes do barco eram cidadãos cubanos residentes nos EUA. Além disso, uma pessoa relacionada ao incidente foi detida em território cubano. O governo não divulgou o motivo da presença da lancha na área, mas revelou que a invasão ocorreu a aproximadamente uma milha náutica de Cayo Falcones, na província de Villa Clara.

O regime cubano alegou que os ocupantes tinham "intenções terroristas". Relatos indicam que estavam armados com fuzis e coquetéis molotov, além de usarem roupas camufladas e coletes à prova de balas.

O Ministério do Interior enfatizou o compromisso de Cuba em proteger seu território, afirmando que a defesa nacional é um pilar fundamental da soberania do país.

O senador americano, Marco Rubio, declarou que Washington tomará medidas proporcionais após obter mais informações sobre o incidente e a nacionalidade das vítimas. Ele ressaltou que é raro haver tiroteios em alto-mar e que as decisões dos EUA não serão baseadas nas alegações cubanas.

Em resposta, o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação conjunta com órgãos estaduais e federais. Uthmeier criticou o governo cubano, afirmando que ele não é confiável.

As relações entre EUA e Cuba têm sido tensas, especialmente após a captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, que afetou o fornecimento de petróleo à ilha. O embargo americano e a escassez de combustíveis resultaram em longos apagões e problemas de infraestrutura em Cuba.

Recentemente, o Departamento do Tesouro dos EUA informou que empresas americanas podem revender petróleo venezuelano a Cuba, desde que destinado a empresas privadas.

Esse incidente ocorre em um contexto de crise já existente, marcada por escassez de remédios, instabilidade econômica e um êxodo significativo da população cubana.


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