GPA, Localiza, Cyrela: varejistas e construtoras despencam com salto de juros futuros
Desempenho das Ações em Queda com Alta dos Juros Futuros
As ações de empresas do setor de varejo, consumo e construção civil estão enfrentando quedas significativas na bolsa de valores nesta terça-feira (3). A alta nas taxas de juros futuros, em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, tem gerado pressão sobre os ativos em busca de maior segurança.
Às 10h40 (horário de Brasília), o destaque negativo foi para o Pão de Açúcar (PCAR3), que recuou 7,94%, atingindo R$ 2,90. O rebaixamento do rating pela Fitch Ratings, que passou de A para CCC, com observação negativa, adicionou incertezas ao cenário, mencionando riscos de refinanciamento e fluxo de caixa livre negativo.
Em seguida, as ações da Vamos (VAMO3) caíram 6,61%, a R$ 4,10, enquanto Localiza (RENT4) teve uma queda de 6,44%, a R$ 46,64. Outros desempenhos ruins incluíram Raízen (RAIZ4), que caiu 6,15%, a R$ 0,61, e C&A (CEAB3), com baixa de 6,03%, a R$ 12,00. Cyrela ON (CYRE4) e MRV (MRVE3) também registraram quedas de 5,62% e 5,39%, respectivamente.
Na sequência, ações como Azzas (AZZA3) e Magazine Luiza (MGLU3) apresentaram perdas entre 4,5% e 5,2%, com BTG Pactual (BPAC11) caindo 4,91%, a R$ 58,09.
No mercado de juros futuros, a taxa do Depósitos Interfinanceiros (DI) para janeiro de 2028 foi registrada em 12,87%, subindo de 12,69% do dia anterior. A taxa para janeiro de 2035 também mostrou alta, passando de 13,39% para 13,54%.
A incerteza nos mercados aumentou com os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, levando o Catar a suspender a produção de gás natural liquefeito. A produção desse país representa cerca de 20% da oferta global.
Internacionalmente, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global, subiu 5 pontos-base, atingindo 4,098%. A pressão no câmbio e a alta do petróleo impulsionaram as taxas de juros futuros no Brasil, com aumentos generalizados.
No cenário econômico local, o IBGE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, mas mostrou sinais de estagnação no último trimestre do ano, com um crescimento de apenas 0,1% em relação ao trimestre anterior.
A editora de mercados do InfoMoney continua a acompanhar de perto os desdobramentos econômicos e políticos, analisando seus impactos sobre os investidores.
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