Governo Lula prepara linha de crédito para empresas de MG atingidas por chuvas
Governo Lula destina linha de crédito para empresas de MG afetadas por chuvas
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está elaborando uma linha de crédito voltada para empresas e setores da economia de Minas Gerais que sofreram com as intensas chuvas da última semana. De acordo com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, as condições devem ser semelhantes àquelas aplicadas na linha de crédito destinada ao Rio Grande do Sul em 2024, com um valor estimado abaixo de R$ 1 bilhão.
A expectativa é que o anúncio oficial ocorra ainda esta semana, abrangendo principalmente as cidades de Juiz de Fora e Ubá, que foram as mais impactadas. A operação ficará a cargo da Caixa Econômica Federal.
"Publicaremos as medidas legais para abrir a linha de crédito nas mesmas condições que foram oferecidas aos empresários do Rio Grande do Sul", afirmou Costa em entrevista no Palácio do Planalto.
Os critérios de concessão seguirão padrões "idênticos" aos utilizados anteriormente. Embora a linha de crédito contemple Juiz de Fora e Ubá, o ministro destacou que o impacto na área empresarial de Juiz de Fora foi menor, uma vez que os danos se concentraram em deslizamentos de encostas. Em Ubá, por outro lado, o alagamento afetou o centro da cidade.
"Os levantamentos ainda estão em andamento, incluindo na zona rural, e novas demandas poderão surgir com o tempo. No entanto, a caracterização do problema já está definida", detalhou o chefe da Casa Civil após reunião com os prefeitos de ambas as cidades.
A medida é parte de um esforço mais amplo do governo para lidar com os efeitos das chuvas em Minas Gerais. No último sábado, Lula anunciou que a administração federal implementará um modelo de compra assistida de casas para ajudar na recuperação das residências danificadas. Uma pessoa do governo será designada para coordenar as demandas no local a partir de hoje.
Esse modelo de compra assistida envolve a aquisição de casas em novas áreas do Estado, especialmente onde não há terrenos seguros disponíveis para a reconstrução. O número de vítimas fatais na região devido às chuvas já ultrapassou 70.
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