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Governistas reagem e se reúnem com Alcolumbre para reverter votação da CPMI do INSS

Governistas se reúnem com Alcolumbre para contestar votação da CPMI do INSS

26/02/2026 17h20
Atualizado 29 minutos atrás

Membros do governo na CPMI do INSS alegam fraude e protocolarão, nesta quinta-feira (26), um pedido para anular a votação que aprovou requerimentos para a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, e do Banco Master.

Após a divulgação do resultado pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), houve tumulto no colegiado, levando à interrupção da sessão. Em seguida, os governistas se encontraram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na Residência Oficial, solicitando a reversão do resultado.

Fontes presentes na reunião afirmaram que Alcolumbre ouviu as reclamações dos governistas de forma institucional, sem se posicionar imediatamente. Ele planeja ouvir a oposição antes de realizar uma análise em conjunto com a advocacia do Senado.

Em nota, o gabinete da presidência do Senado comunicou que “um grupo de parlamentares esteve reunido com o presidente Davi Alcolumbre para informar que considera haver fraude na votação e que irá recorrer à presidência para que a decisão seja suspensa e anulada”. O texto também ressaltou que “é um direito dos senadores recorrer à presidência, e o presidente avaliará a admissibilidade do pedido”.

A bancada governista argumenta que, no momento da votação simbólica, 21 congressistas estavam presentes. Contudo, uma contagem visual indicou que apenas 14 se manifestaram contra a proposta. Viana, por sua vez, afirmou que apenas sete dos que se manifestaram eram titulares, contabilizando votos válidos que não seriam suficientes para garantir a vitória aos governistas.

Aliados do governo Lula expressaram descontentamento, e a confusão na sala da comissão se intensificou, resultando em empurrões e agressões.

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) declarou: “Viana está, na minha opinião, cometendo um flagrante delito. Ele fraudou a votação. Nós vamos tomar providências, porque isso passou de todos os limites”.

Dentro do governo, há a expectativa de que Alcolumbre se pronuncie rapidamente, antes que os requerimentos aprovados cheguem à CPI. Parlamentares acreditam que os documentos levariam de duas a três semanas para serem acessados, dando tempo para barrar a medida.

Em entrevista à CNN Brasil, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), expressou a esperança de que o presidente da CPI coloque em votação os requerimentos da bancada governista. “Vamos recorrer à decisão dele (Viana) e esperar que ele coloque para votar os requerimentos que propusemos, que até agora não foram pautados”, afirmou.

Wagner também comentou que a questão não é apenas a convocação de Lulinha, mas a falta de equilíbrio nos trabalhos da CPMI. “Ele pode prestar depoimento, mas quero saber por que o cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, não pode? Aquele que foi pego no aeroporto tentando sair do país. Se houver equilíbrio, não teremos problemas”, argumentou.

O senador defendeu Lulinha, ressaltando que o filho do presidente Lula leva um padrão de vida “modesto”. “Conheço muito ele, a esposa e os filhos, e sei que o padrão da família é bastante modesto”, concluiu.


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