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Goldman vê Copel melhor posicionada para leilão de reserva de capacidade em março

Goldman Sachs destaca Copel como líder para leilão de capacidade em março

26/02/2026 10h30

Atualizado há poucos minutos

O Goldman Sachs analisou as perspectivas para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) 2026, agendado para o dia 18 de março, focando nas geradoras hidrelétricas. O estudo aponta que a Copel (CPLE3) se destaca como a empresa com maior potencial de geração de valor, enquanto a elevada alavancagem pode comprometer a competitividade da Auren.

De acordo com a avaliação dos projetos, a Copel possui uma capacidade de expansão estimada em 2,1 GW (gigawatts), seguida pela Axia (AXIA3) com 1,2 GW, Auren (AURE3) com 440 MW, Engie Brasil (EGIE3) com 232 MW e Cemig (CMIG4) com 163 MW.

O Goldman prevê que a Copel será altamente competitiva no leilão, contando com dois ativos elegíveis: Foz do Areia (com a adição de 860 MW através de novas turbinas) e Segredo (com a possibilidade de adicionar 1.266 MW).

Em Foz do Areia, a preparação para a instalação das turbinas já está avançada, com infraestrutura existente e baixo capex adicional. No caso de Segredo, o projeto exigirá mais obras civis, como a construção da casa de força e condutos, com um capex total estimado em R$ 8,8 bilhões.

O banco reiterou a recomendação de compra para a Copel e Axia, com preços-alvo de R$ 14 e R$ 56, respectivamente. Para a Copel, o destaque é a combinação de alta remuneração aos acionistas e oportunidades de crescimento, prevendo um crescimento anual do EBITDA de cerca de 20% entre 2025 e 2027.

A Axia, por sua vez, deve competir com dois projetos, Itaparica e Coaracy Nunes, ambos com custos operacionais baixos. O capex total da Axia pode chegar a R$ 4,5 bilhões.

O Goldman também observa que a Auren possui um projeto, Porto Primavera, que pode adicionar 440 MW, com capex estimado em R$ 1,6 bilhão, mas enfrenta alta alavancagem, próximo de 5 vezes a dívida líquida/EBITDA, o que pode limitar sua participação no leilão.

O banco manteve a recomendação de compra para a Auren, com preço-alvo de R$ 13,50 em 12 meses, embora os principais riscos incluam recursos eólicos mais fracos e cortes nas operações de renováveis.

A Cemig tem capacidade para adicionar duas novas turbinas, totalizando 163 MW, mas a recomendação para a empresa é de venda, com preço-alvo de R$ 9,20, devido a limitações estruturais do controle estatal.

O relatório também menciona a Engie Brasil, que deve expandir com o projeto Jaguara, prevendo um capex total de cerca de R$ 1 bilhão. No entanto, a recomendação para a Engie é de venda, com um preço-alvo de R$ 27, devido à sua taxa interna de retorno abaixo da média do setor.

O LRCAP 2026 visa fortalecer a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro, priorizando a contratação de potência firme de térmicas e a expansão de hidrelétricas. Os projetos hídricos poderão competir por dois produtos, com início de operação previsto para agosto de 2030 e agosto de 2031.

O relatório mapeia cerca de 5,5 GW de potencial expansão em usinas hidrelétricas que podem participar do leilão, com a expectativa de que os projetos em 2030 e 2031 tenham uma vantagem competitiva significativa em relação às termelétricas.


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