Gleisi rebate Flávio Bolsonaro sobre ataques ao Irã: 'Não aprendeu nada'
Resposta de Gleisi Hoffmann a Flávio Bolsonaro
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, respondeu ao senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que criticou a postura do governo federal em relação ao ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, ocorrido na manhã deste sábado, 28 de fevereiro.
O pré-candidato considerou "inaceitável" a nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por "apoiar politicamente Teerã", o que, segundo ele, representa o "lado errado" do conflito.
Flávio escreveu: “O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico”.
Em resposta, Gleisi afirmou que Flávio "não aprendeu nada" com o "repúdio nacional à traição de sua família ao Brasil". Ela criticou a subserviência ao ex-presidente Donald Trump, ressaltando que o senador ignora os princípios de soberania, multilateralismo e paz. A ministra expressou seu descontentamento em uma publicação na mesma rede social.
Nota do Itamaraty
A nota do Itamaraty, divulgada na manhã deste sábado, condena de forma clara o ataque dos EUA e de Israel, manifestando "grave preocupação" com a ação militar no Oriente Médio. O MRE destacou que os ataques ocorreram durante um "processo de negociação entre as partes", que seria "o único caminho viável para a paz".
O governo brasileiro apelou a todos os envolvidos para que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, evitando a escalada de hostilidades e assegurando a proteção de civis e da infraestrutura civil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não se pronunciou pessoalmente sobre o ocorrido. Ele está em viagem pelas cidades mineiras de Juiz de Fora e Ubá, afetadas por fortes chuvas que já causaram a morte de pelo menos 70 pessoas. Espera-se que ele comente sobre o assunto em uma entrevista coletiva prevista para o final da tarde.
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