Gleisi questiona contagem e chama sessão da CPMI que atingiu Lulinha de “golpe”
Gleisi questiona contagem e classifica sessão da CPMI como “golpe”
27/02/2026 14h32
A votação que autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, gerou uma nova tensão entre governo e oposição no Congresso. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, apontou falhas na condução do procedimento pelo presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana.
De acordo com Gleisi, a base governista detinha a maioria na comissão e o resultado proclamado não refletia a posição do colegiado. Em entrevista ao SBTNews, a ministra anunciou que o governo pretende recorrer da decisão.
O impasse se originou do formato da deliberação. O presidente da comissão utilizou uma votação simbólica e pediu que os parlamentares contrários aos requerimentos se manifestassem. Com sete votos contrários registrados entre 31 presentes, Viana declarou os pedidos como aprovados.
A quebra de sigilo do filho do presidente ocorre em um momento em que a Atlas mostra um empate entre Flávio e Lulinha, reacendendo o debate sobre corrupção na disputa.
A defesa de Lulinha classificou a quebra de sigilo como “dispensável” e recorreu ao STF. Em nota, o advogado do filho do presidente afirmou que ele não teve participação em fraudes no INSS.
Parlamentares da base questionaram a falta de contagem nominal e solicitaram uma reavaliação imediata. Os deputados Rogério Correia, Paulo Pimenta e Alencar Santana contestaram o procedimento diretamente na mesa diretora, e a sessão foi marcada por trocas de acusações e confusões no plenário.
Após a retomada dos trabalhos, foi feito um pedido formal para anular a votação, alegando erro material na contagem. O presidente da CPMI manteve a decisão, afirmando que o regimento interno permite esse tipo de deliberação.
Diante da controvérsia, o caso foi levado ao presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre. Ele solicitou acesso às imagens das câmeras da sala onde ocorreu a reunião da CPMI para verificar possíveis inconsistências na proclamação do resultado.
Alcolumbre também começou consultas técnicas para examinar precedentes regimentais e avaliar a possibilidade de uma nova votação. A decisão final deve ser anunciada nos próximos dias, podendo confirmar a validade da deliberação ou determinar um novo exame do requerimento.
← Voltar para as notícias