Girão vê indício de envolvimento de Lulinha na fraude do ...
Girão aponta indícios de ligação de Lulinha com fraude do INSS e critica omissão da mídia
Da Agência Senado |
08/12/2025, 23h22
Durante sua fala no Plenário nesta segunda-feira (8), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) trouxe à tona documentos e depoimentos da CPMI do INSS que mencionam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em operações relacionadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. O senador enfatizou que as investigações indicam uma possível sociedade entre os dois, além de empresas formadas no exterior para concorrer a contratos no Ministério da Saúde.
Girão destacou que os documentos analisados pela CPMI revelam pagamentos a líderes partidários e a conexão do filho do presidente Lula com indivíduos investigados por lavagem de dinheiro.
— Um dos projetos mencionados foi a World Cannabis, que visava comercializar produtos à base de maconha. Isso foi denunciado por Edson Claro, um dos alvos das investigações. Outra empresa, chamada Candango Consulting, foi registrada em Portugal, supostamente pertencente ao Careca e com Lulinha como sócio oculto. Segundo informações, Lulinha teria recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS. Edson Claro, em seu depoimento, também trouxe à tona a participação de Ricardo Bimbo, dirigente nacional do PT, que teria recebido R$ 120 mil em sua conta pessoal e R$ 8 milhões por meio de sua empresa, a Datacore — declarou.
O senador também criticou a falta de atenção da imprensa sobre o caso. Ele mencionou que depoimentos coletados pela CPMI indicam uma viagem a Portugal em 2024, onde o Careca do INSS e Fábio estavam no mesmo voo. Girão acusou a base governista de tentar obstruir as investigações e proteger o filho do presidente.
— Precisamos trazer à tona essas questões obscuras. A base do governo Lula não permitiu que a gente tivesse acesso aos planos de voo da Latam, que poderia revelar quem estava naquele voo para Portugal. Estão ocultando informações da população brasileira, mas isso não pode durar para sempre. Desde o início deste escândalo, Lulinha reside em Madri, na Espanha, e estaria recebendo do Careca do INSS R$ 300 mil por mês. Mesmo assim, os aliados do governo se mobilizaram para barrar sua convocação e a quebra de sigilo na CPMI referente à corrupção no INSS — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
← Voltar para as notícias