Girão defende quebras de sigilo aprovadas e prorrogação da CPMI do INSS
Girão defende quebras de sigilo e prorrogação da CPMI do INSS
Da Agência Senado | 03/03/2026, 17h21
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) manifestou, nesta terça-feira (3), apoio à manutenção da decisão que aprovou requerimentos de quebra de sigilo na CPMI do INSS. Ele reafirmou que não houve interferência da Presidência do Senado na decisão "soberana" da comissão parlamentar de inquérito.
Entre as quebras de sigilo aprovadas, destaca-se a de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu pronunciamento no Plenário, Girão ressaltou que a deliberação seguiu as normas internas e citou um precedente da Casa para fundamentar a legalidade do procedimento.
— Eu quero alertar que o Brasil espera uma decisão soberana, que a decisão independente e totalmente legítima da CPMI do INSS seja mantida, porque foi totalmente fiel ao Regimento Interno. Vou trazer aqui o precedente que o próprio Davi Alcolumbre leu do lugar em que o senhor está sentado, em 2019 — declarou Girão, referindo-se à votação sobre a MP 870/2019 no Plenário do Senado.
O senador também apontou tentativas de obstrução por parte da base governista durante a votação dos requerimentos. Ele mencionou que a aprovação incluiu a quebra de sigilos bancário e fiscal de várias pessoas, entre elas o filho do presidente, e visa aprofundar as investigações. Girão ainda citou uma reportagem que indicaria um suposto vínculo entre Lulinha e investigados no caso do INSS, defendendo a continuidade das apurações.
— É fundamental a prorrogação desta CPMI por, pelo menos, 60 dias. É urgente e inadiável. O próprio Lulinha já teria admitido publicamente, junto com interlocutores, seu vínculo com o Careca do INSS. Como é que a gente não vai fazer o nosso trabalho e nos aprofundar para ver se isso é verdade, quem é culpado e quem não é?
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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