Girão: 'Acareação secreta' entre Braga Netto e Cid expõe parcialidade do STF
Girão critica falta de transparência em acareação no STF
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) manifestou sua insatisfação, nesta quarta-feira (25), em relação à falta de transparência durante a acareação entre o general Walter Braga Netto e o tenente-coronel Mauro Cid, realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (24).
Esse procedimento faz parte do julgamento sobre a acusação de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, sendo classificado por Girão como "mais um capítulo da farsa golpista". Ele destacou que os advogados foram barrados de registrar imagens da "acareação secreta", o que, segundo ele, compromete o direito de defesa.
— A filmagem seria natural e até essencial para quem busca entender a verdade desses acontecimentos. No entanto, a Justiça não tem se mostrado imparcial; o que vemos é um verdadeiro justiçamento, uma tentativa esquizofrênica de sustentar uma narrativa falsa de golpe de Estado. Acham que vão enganar quem? — afirmou.
Em seu discurso, o senador também defendeu a anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, que ele classifica como "presos políticos". Além disso, criticou a forma como o STF tem conduzido os processos e reiterou a necessidade de uma resposta do Senado em relação às ações do Judiciário.
Girão ainda se posicionou contra o projeto de lei complementar que prevê o aumento do número de deputados federais de 513 para 531 (PLP 177/2023). Poucas horas antes da aprovação da proposta, ele afirmou que essa medida não representa a vontade da população e que a ampliação resultará em mais despesas com salários, estrutura física, apartamentos funcionais e emendas parlamentares, podendo gerar um "efeito cascata" nos gastos públicos.
— Com o número já absurdo de deputados federais, se aumentarmos ainda mais as emendas parlamentares, será um desastre. O Brasil deveria reduzir para 300 deputados; essa deveria ser a nossa meta.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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