infomoney Gestão Tarcísio abre investigação para apurar vazamento de fotos de Vorcaro na prisão

Gestão Tarcísio abre investigação para apurar vazamento de fotos de Vorcaro na prisão

Gestão Tarcísio abre investigação para apurar vazamento de fotos de Vorcaro na prisão

Atualizado 14 minutos atrás

A Polícia Penal de São Paulo instaurou uma apuração para identificar a origem do vazamento de fotos do empresário Daniel Vorcaro tiradas enquanto o banqueiro esteve detido no presídio estadual de Potim.

Segundo a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Corregedoria da corporação acompanha a apuração, que visa responsabilizar criminalmente quem participou do vazamento.

"A Secretaria da Administração Penitenciária ressalta que os dados pessoais e as imagens de todas os custodiados no sistema prisional paulista são protegidos nos termos da legislação vigente e que não existem protocolos diferenciados para casos individuais", diz a corporação, em nota.

CPI recorre de decisão de Mendonça e tenta obrigar Vorcaro a depor

Presidente da CPI do Crime Organizado, o senador Fabiano Contarato destacou que transformar convocações em meros convites de comparecimento enfraquece poderes da Comissão.

Vorcaro pagou degustação de whisky com Moraes, Gonet, Toffoli e diretor-geral da PF

O custo da degustação está registrado por US$ 640.831,88. Convertendo com base no valor do dólar da época, o montante equivale a R$ 3,3 milhões

A prisão do banqueiro durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, na semana passada, recolocou no centro do debate as suspeitas que se acumulam sobre sua gestão à frente do Banco Master.

Nas imagens, Vorcaro aparece com o cabelo raspado, algemado com uma cinta e vestido de uniforme e chinelo. Ele foi preso na quarta-feira passada e transferido para a penitenciária federal de Brasília dois dias depois.

Vorcaro chegou a capital federal na última sob forte esquema de segurança para ser transferido ao sistema penitenciário federal. A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, após a Polícia Federal apontar riscos à segurança pública e à integridade física do investigado, caso ele permanecesse em um presídio estadual.

Vorcaro se enquadra nas hipóteses previstas na Lei nº 11.671/2008, que permite a inclusão de presos provisórios ou condenados em presídios federais quando a medida se justifica por interesse da segurança pública ou do próprio custodiado.

O ponto mais sensível da investigação contra Vorcaro é a apuração de eventual conexão entre o capital que irrigou o crescimento acelerado do banco e o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Federal investiga se parte dos recursos movimentados pelo grupo teria origem ilícita.

A suspeita elevou o caso ao STF e colocou o banqueiro sob investigação direta da PF.

Outro eixo da apuração envolve:

Empréstimos considerados atípicos;

Transações relâmpago com fundos da gestora Reag;

Casos de rentabilidade extraordinária — um fundo teria registrado retorno de 10.502.205%.

Procurada à época, a defesa de Vorcaro disse que o ex-banqueiro não obstruiu o trabalho das autoridades ou da Justiça no caso Master e que colaborou com investigações.

Leia a íntegra da nota do governo Tarcísio:

"A Polícia Penal do Estado de São Paulo instaurou procedimento apuratório para identificar a origem e responsabilizar o(s) envolvido(s) no vazamento das imagens citadas. A apuração é acompanhada pela Corregedoria da instituição. A Secretaria da Administração Penitenciária ressalta que os dados pessoais e as imagens de todas os custodiados no sistema prisional paulista são protegidos nos termos da legislação vigente e que não existem protocolos diferenciados para casos individuais."


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