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FMI pede ajuste fiscal nos EUA para reduzir déficit em conta corrente “grande demais”

FMI recomenda ajuste fiscal nos EUA para conter déficit em conta corrente

26/02/2026 07h33

Atualizado há 12 minutos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) solicitou na quarta-feira (25) que os Estados Unidos adotem medidas para reduzir seu crescente déficit fiscal, considerado a melhor estratégia para enfrentar os déficits em conta corrente e comercial, que o órgão considera excessivos. Essa preocupação é compartilhada com o governo de Donald Trump.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou a repórteres após a revisão anual das políticas dos EUA que “o déficit em conta corrente é, simplificando, grande demais. E isso é reconhecido pelo governo”.

Após a decisão da Suprema Corte dos EUA que declarou ilegais as tarifas de emergência impostas por Trump, seu governo acionou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 para substituir essas taxas, buscando melhorar o balanço de pagamentos.

O diretor do FMI para o Hemisfério Ocidental, Nigel Chalk, destacou que a maneira mais eficaz de reduzir o déficit em conta corrente, que o FMI estima estar entre 3,5% e 4,0% do PIB no curto prazo, é diminuir o déficit fiscal dos EUA.

Em sua primeira revisão do “Artigo IV” das políticas do governo Trump, o FMI previu que o crescimento dos EUA em 2026 se manterá em uma taxa robusta de 2,4%, alinhada com as previsões de janeiro. Contudo, a inflação não deve voltar à meta de 2% do Federal Reserve até o início de 2027, devido à incerteza sobre a trajetória da inflação e do crescimento.

O FMI também alertou que os déficits fiscais dos EUA continuarão entre 7% e 8% do PIB nos próximos anos, mais do que o dobro dos níveis desejados pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e que a dívida pública consolidada poderá atingir 140% do PIB até 2031.

“Apesar do baixo risco de tensão soberana nos EUA, o aumento da relação dívida pública/PIB e os crescentes níveis da relação dívida de curto prazo/PIB representam um risco crescente à estabilidade da economia norte-americana e da economia global”, concluiu o FMI em sua declaração inicial do Artigo IV.


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