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Flávio Bolsonaro diz que posicionamento do governo sobre EUA-Irã é ‘inaceitável’

Flávio Bolsonaro critica posicionamento do governo sobre EUA-Irã

28/02/2026 14h20

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “inaceitável” a posição do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que expressou “grave preocupação” em relação aos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado, 28.

“Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, afirmou Flávio em uma publicação no X. Ele deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de outubro.

Enquanto os EUA bombardeiam Teerã, iranianos relatam se sentir abandonados pelo governo, destacando que houve pouca orientação tanto antes quanto durante os ataques.

O senador ressaltou que o Brasil não deve se envolver em “conflitos regionais” e não deve assumir um papel de protagonismo em disputas que não lhe dizem respeito. Para ele, o País não deve escolher o lado “moralmente errado” em situações de conflito. O posicionamento do governo, segundo Flávio, legitima um regime que financia organizações terroristas e ameaça países que são aliados estratégicos.

“Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento”, escreveu o senador.

Flávio também expressou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros países que sofreram ataques iranianos em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel.

O governo brasileiro, por sua vez, divulgou uma nota condenando os ataques e defendendo a negociação entre as partes para evitar uma escalada de hostilidades. O Itamaraty pediu que os envolvidos respeitem o direito internacional e exerçam máxima contenção para proteger civis e infraestrutura.

Além disso, as embaixadas brasileiras na região estão monitorando a situação e recomendam que os cidadãos sigam as orientações de segurança das autoridades locais.

A posição do Brasil está alinhada à de outros líderes mundiais, que também demonstraram preocupação com o conflito. Os líderes da União Europeia, por exemplo, emitiram uma declaração conjunta pedindo moderação e o uso da diplomacia regional para garantir a segurança nuclear.


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