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Flávio Bolsonaro assume negociações de palanques estaduais no PL

Flávio Bolsonaro assume articulação política no PL para 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornou-se o principal articulador político do PL (Partido Liberal) nas eleições de 2026, com o objetivo de centralizar a formação de palanques estaduais e fortalecer sua potencial candidatura presidencial.

Conforme apurado por Pedro Venceslau no CNN 360°, Flávio "vestiu o figurino de liderança" e atualmente dispõe de mais poder de negociação no partido do que o próprio presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. Ele tem se destacado na articulação dos palanques regionais e na definição da estratégia nacional, enquanto avança com propostas próprias, como a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que visa extinguir a reeleição.

Embora suas articulações necessitem do aval de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio conquistou autonomia nas negociações. Essa mudança de postura acontece em um momento em que o senador vem se consolidando nas pesquisas de intenção de voto, apresentando um empate técnico com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível segundo turno, segundo levantamento recente.

O PL busca tornar Flávio Bolsonaro mais acessível nas eleições de 2026, com a meta de eleger até 115 deputados e 20 senadores.

Apoio de governadores e nova estratégia

Governadores do PL manifestaram apoio à pré-candidatura de Flávio para 2026, ressaltando a importância da estratégia nacional que agora se sobrepõe a interesses regionais.

A atuação de Flávio representa uma mudança significativa na lógica de articulação do partido. Anteriormente, o PL focava em candidaturas regionais, priorizando as eleições para o Senado e governos estaduais. Muitas vezes, essa abordagem resultava em sacrificar candidaturas próprias para apoiar nomes de outras legendas, visando um aumento na bancada de deputados federais.

Com a ascensão do nome de Flávio nas pesquisas, a estratégia foi ajustada para priorizar candidaturas estaduais que estejam efetivamente alinhadas com sua candidatura presidencial. Um exemplo dessa nova abordagem foi a decisão de lançar Douglas Ruas (PL) como candidato a governador do Rio de Janeiro, em vez de Nicola Miccione (PL), o qual era o preferido do governador Cláudio Castro (PL).

Flávio avaliou que Ruas possui maior densidade eleitoral e força política na Baixada Fluminense, o que poderia resultar em sua eleição como presidente da Alerj em um mandato tampão, abrindo caminho para uma corrida ao governo estadual já com a "caneta na mão".

As negociações de Flávio abrangem estados estratégicos para as eleições presidenciais. Em São Paulo, ele tem atuado com o foco na campanha nacional, mesmo que isso desagrade certos setores do partido e até mesmo seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL).

Minas Gerais também é um estado crucial nas articulações, sendo considerado decisivo nas eleições presidenciais brasileiras. Historicamente, o vencedor em Minas tende a triunfar na eleição nacional, como evidenciado na vitória de Lula em 2022.

As anotações de Flávio, fotografadas por jornalistas após uma coletiva em Brasília, mostram sua preocupação com a montagem dos palanques em cada estado. Ele está disposto a aceitar pressões quando necessário, mas tenta contornar obstáculos sempre com o foco em sua candidatura presidencial em 2026.


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