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Fim da patente da semaglutida em 2026 acirra disputas de mercado entre China, Índia, EUA, Canadá e Brasil

Fim da patente da semaglutida em 2026 aumenta concorrência entre países

A expiração da patente da semaglutida em 2026 promete transformar o mercado global de medicamentos para emagrecimento, levando a novas parcerias e inovações.

Contexto do mercado

Com um valor estimado em US$ 150 bilhões, o setor de emagrecedores se prepara para uma intensa competição a partir de 2026, quando a patente da semaglutida (Ozempic) deixará de ser exclusiva. Esse cenário intensifica a rivalidade entre empresas como Novo Nordisk e Eli Lilly, além de fomentar colaborações na Ásia e o desenvolvimento de opções orais e vendas diretas, alterando a dinâmica da indústria farmacêutica.

Destaques do cenário competitivo

A expiração da patente da semaglutida em mercados chave, como China, Índia, Canadá e Brasil, está criando um ambiente de disputa acentuada.

O mercado de emagrecedores, que está em franca expansão, viu a Eli Lilly superar a Novo Nordisk em valor de mercado.

Parcerias entre empresas indianas e chinesas, como Lupin e Gan & Lee, estão promovendo o desenvolvimento de novos medicamentos, como a bofanglutida.

A competição por opções orais é intensa: Novo Nordisk planeja lançar o Wegovy em formato de pílula, enquanto Eli Lilly se prepara para introduzir seu concorrente.

A venda direta ao consumidor (DTP) está revolucionando o setor, permitindo que os pacientes acessem os medicamentos sem depender de planos de saúde.

O impacto das parcerias e inovações

A expiração da patente da semaglutida, prevista para março de 2026, representa um desafio significativo para a Novo Nordisk, que detém os direitos sobre a substância. Esses países, que juntos representam cerca de 40% da população mundial, também contabilizam aproximadamente 33% das pessoas com obesidade.

A pressão aumentou para a Novo Nordisk após o desempenho abaixo das expectativas do CagriSema e o sucesso do Zepbound da Eli Lilly, resultando em queda nas ações da empresa dinamarquesa.

Recentemente, a Lupin firmou um acordo com a Gan & Lee para a distribuição da bofanglutida na Índia, um medicamento com eficácia semelhante à da semaglutida, mas que requer menos injeções.

A busca por soluções orais

Estudos revelam que uma parcela significativa da população tem aversão a agulhas, o que tem levado as empresas a investir em opções orais. Novo Nordisk planeja lançar o Wegovy em comprimido em janeiro de 2026, enquanto a Eli Lilly busca aprovação para seu equivalente, o orforglipron.

As diferenças entre os comprimidos dos dois laboratórios incluem a conveniência de uso, com o medicamento da Eli Lilly podendo ser tomado a qualquer hora, enquanto os da Novo Nordisk requerem um estômago vazio.

Mudanças no relacionamento com os pacientes

Nos últimos anos, grandes farmacêuticas têm priorizado a venda direta ao consumidor. Essa mudança representa uma ruptura significativa com os modelos tradicionais, permitindo que os pacientes acessem medicamentos com mais transparência em relação aos preços.

A comercialização do Wegovy está focada em consumidores que pagam do próprio bolso, e a Novo Nordisk visa dominar os canais diretos de venda.

Inovações continuam a surgir, incluindo um spray nasal à base de semaglutida, atualmente em fase de testes.

Conclusão

A dinâmica do mercado de medicamentos emagrecedores está se tornando cada vez mais influenciada por fatores internacionais, em um cenário onde as relações comerciais e inovações tecnológicas desempenham papéis cruciais.


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