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Filho de Khamenei surge como nome forte à sucessão, diz The New York Times

Mojtaba Khamenei como candidato à sucessão

Mojtaba Khamenei, filho mais velho do aiatolá Ali Khamenei, é apontado como o principal nome para a liderança suprema do Irã. Segundo uma reportagem do The New York Times, três autoridades locais informaram que o conselho de especialistas da Assembleia de Peritos, responsável pela escolha do novo líder, indicou Mojtaba como o favorito para o cargo.

Fontes consultadas pelo jornal americano sugeriram que um anúncio poderia ocorrer já na manhã de quarta-feira, 4 de outubro. No entanto, alguns membros da Assembleia de Peritos demonstraram hesitação em nomear Mojtaba, temendo que ele se torne um alvo de ataques por parte dos Estados Unidos e de Israel.

A Assembleia de Peritos tem se reunido virtualmente para discutir a sucessão. Na terça-feira, 3 de outubro, o grupo se encontrou duas vezes. A decisão de realizar as reuniões remotamente foi adotada após um ataque israelense ao local onde a reunião presencial estava programada, embora o espaço estivesse desocupado no momento.

Essa estratégia de encontros virtuais visa proteger as novas lideranças iranianas de possíveis agressões. O processo de sucessão ocorre em um cenário de alta tensão geopolítica, com o Irã enfrentando pressões externas significativas e a necessidade de preservar a estabilidade interna durante a transição de poder.

Análise e contexto geopolítico

Ali Khamenei representa a última geração que vivenciou a revolução no Irã, e sua morte gera questionamentos sobre quem poderá sucedê-lo.

No último domingo, 1º de outubro, Israel intensificou os ataques ao Irã, especialmente após a morte de Khamenei. O regime iraniano iniciou retaliações contra países do Oriente Médio que hospedam bases militares dos EUA, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou realizar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente Masoud Pezeshkian declarou que o país considera retaliar os ataques de Israel e dos EUA um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Donald Trump alertou o Irã contra possíveis retaliações, afirmando que "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As tensões entre os países continuam a se intensificar.


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