FIIs sob tensão: XP Asset vê petróleo e inflação como risco à Selic; entenda
FIIs sob pressão: XP Asset aponta risco da inflação e petróleo à Selic
03/03/2026 17h30
Atualizado há 2 minutos
A intensificação das tensões no Oriente Médio se tornou o principal desafio para os fundos imobiliários de desenvolvimento da XP Asset. A gestora destaca que o conflito pode acarretar uma pressão inflacionária global, especialmente através do petróleo, o que pode dificultar a redução da taxa de juros no Brasil.
Mesmo com essa preocupação, a gestora demonstra um otimismo moderado, prevendo que o corte de juros pelo Copom na reunião agendada para os dias 17 e 18 de março deve acontecer. A desaceleração da economia no final de 2025, com um crescimento de apenas 0,1% do PIB, reforça a urgência de uma queda nas taxas, o que seria benéfico para o mercado de fundos imobiliários.
A expectativa é que, a partir do segundo trimestre de 2026, o mercado apresente maior dinamismo e liquidez, beneficiando fundos que comercializam apartamentos, lotes e galpões logísticos.
No setor de galpões, a XP Asset destaca o fundo XPEX11 (XP Exeter Desenvolvimento Logístico). Este fundo possui ativos em Brasília e Contagem (MG), com um cenário bastante otimista: em Belo Horizonte, a vacância é de apenas 0,4%, indicando quase nenhuma disponibilidade de espaços.
O galpão em Brasília já está totalmente ocupado por uma grande plataforma de e-commerce. Em Contagem, as obras devem ser concluídas em março, com locação prevista para o segundo trimestre de 2026. A meta da XP Asset é vender esses ativos ainda em 2026, entre o segundo e o terceiro trimestre.
Outro destaque foi a venda de participação no imóvel WT Extrema, do fundo XPLG11 (XP Log FII), por R$ 114 milhões, resultando em um retorno estimado de 14% ao ano.
Mercado Residencial: Resultados Mistas em São Paulo
O setor de moradias apresentou desempenhos variados. No fundo XP Idea!Zarvos FII, focado em empreendimentos de alto padrão, mais de R$ 221 milhões já foram vendidos. No entanto, o mercado em São Paulo enfrenta pressão devido ao excesso de novos empreendimentos e taxas de juros ainda elevadas, dificultando o acesso ao crédito.
O FII KNCR11 captou R$ 3,18 bilhões na maior emissão da história dos fundos imobiliários, tornando-se o maior FII listado da B3 e buscando expandir sua atuação em operações estruturadas.
No prédio Iperó 111 (Vila Madalena), 74% dos apartamentos já foram vendidos, embora o ritmo de vendas tenha desacelerado no último trimestre. Por outro lado, o Oscar 2525 (Rua Oscar Freire) teve um desempenho mais positivo, com 75 unidades vendidas até agora. A obra segue em andamento, com entrega prevista para junho de 2027.
← Voltar para as notícias