Ferramenta do BC contra abertura de contas fraudulentas soma 1 milhão de adesões
BC Protege+ atinge 1 milhão de adesões na luta contra fraudes
Desde 1/12/2025, a ferramenta BC Protege+ do Banco Central (BC) tem se mostrado eficaz na prevenção de fraudes relacionadas à abertura de contas. Com a marca de 1 milhão de ativações, o sistema impede a criação de contas ou a inclusão de titulares sem a devida autorização.
O BC ressaltou que esse número reflete a crescente adesão de cidadãos e empresas a mecanismos de segurança adicionais, visando proteger CPF e CNPJ contra tentativas indevidas de abertura de contas em instituições financeiras.
Até o final de janeiro de 2026, as instituições financeiras realizaram cerca de 70,9 milhões de consultas ao sistema durante o processo de abertura de contas. Das consultas realizadas, 255,7 mil retornaram com indicação de proteção ativada, resultando no bloqueio automático das operações e na redução do risco de fraudes.
A adesão ao BC Protege+ é opcional e se aplica tanto a pessoas físicas quanto jurídicas, abrangendo diferentes tipos de contas, como contas de depósito à vista e contas de pagamento pré-pagas. A proteção é válida para todas as novas aberturas, mesmo que o CPF ou CNPJ já tenha conta na mesma instituição.
O sistema está disponível no site do BC, acessível através da área logada do Meu BC. Para utilizar a funcionalidade, é necessário ter conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas. Os usuários podem ativar ou desativar a proteção a qualquer momento.
As instituições autorizadas pelo BC devem consultar o sistema antes de abrir uma conta ou incluir um novo titular. Se a proteção estiver ativada, a instituição não pode prosseguir com a operação e deve informar o usuário. Para continuar, é necessário desativar o serviço previamente.
Além disso, a ferramenta permite que os usuários verifiquem quais instituições consultaram seus dados e o motivo das consultas, através da área de Histórico de Consultas no Meu BC.
Essa iniciativa busca fortalecer a segurança do sistema financeiro e aumentar o controle dos cidadãos sobre o uso de suas informações, especialmente em um cenário de aumento das tentativas de fraudes digitais.
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