Banco Master

Fachin arquiva relatório da PF que apontava suspeição de Toffoli no caso Master

Arquivamento de Suspeição de Toffoli no Caso Master

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar a arguição de suspeição que questionava a atuação de Dias Toffoli como relator da investigação sobre as fraudes do Banco Master.

Essa arguição foi gerada a partir de um relatório apresentado ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia 9 de fevereiro. O documento continha menções a Toffoli, obtidas através do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

As menções se referiam a conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre o pagamento de um resort que pertence à família de Toffoli, localizado no Paraná.

No dia 12 de fevereiro, os ministros do Supremo se reuniram para discutir o relatório da PF. Ao final da reunião, foi divulgada uma nota afirmando que não havia razões para considerar Toffoli como suspeito. Na mesma ocasião, Toffoli optou por se afastar da relatoria, citando "altos interesses institucionais" relacionados ao caso.

Segundo o comunicado, os dez ministros do STF concluíram que não havia fundamento para a arguição de suspeição e reconheceram a legitimidade das ações de Toffoli no inquérito.

Dessa forma, o arquivamento da arguição, realizado por Fachin, foi uma consequência direta das deliberações daquela reunião.

As investigações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro, quando Toffoli decidiu que o caso deveria tramitar na Suprema Corte devido a uma menção a um deputado federal.

A apuração teve início na Justiça Federal em Brasília e envolvia a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Toffoli determinou a realização de uma acareação no último dia do ano e, em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações.

No mês passado, o ministro também permitiu uma operação da Polícia Federal em uma linha de investigação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras ligadas ao Master.

Após a saída de Toffoli da relatoria, o caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça.


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