Explosão atinge área de hotéis de luxo em Dubai
Explosão em Palm Jumeirah deixa feridos
Um incêndio na Palm Jumeirah, famosa área de hotéis de luxo em Dubai, resultou em quatro pessoas feridas, conforme informado por autoridades locais. As vítimas foram prontamente levadas a hospitais.
O incidente ocorreu logo após a mídia estatal do Irã relatar um ataque direcionado a Dubai, um dos emirados dos Emirados Árabes Unidos, no Oriente Médio. Essa ação de Teerã é considerada uma retaliação ao bombardeio perpetrado por Israel e EUA na manhã deste sábado, 28 de fevereiro.
Um vídeo divulgado por uma testemunha capturou a fumaça se espalhando pelo céu de Palm Jumeirah, um icônico arquipélago artificial e destino turístico.
A equipe da BBC Verify, responsável por checagem de dados, analisou as gravações que mostram o momento em que o hotel Fairmont, um estabelecimento cinco estrelas, foi atingido.
Embora o alvo exato do Irã ainda não tenha sido esclarecido, a presença militar dos EUA nos Emirados Árabes é notável.
Dubai tem se destacado como um local de estabilidade em uma região frequentemente marcada por conflitos.
Além disso, a ilha se firmou como um dos principais destinos turísticos do Golfo e como um centro de conexão para viajantes.
As forças dos Emirados Árabes Unidos têm enfrentado diretamente representantes iranianos no Iêmen, e tanto Dubai quanto Abu Dhabi contam com uma significativa presença militar americana.
A área portuária de Jebel Ali, próxima à marina de Dubai, é um local frequente para navios de guerra dos EUA.
Recentemente, os Emirados também relataram que uma área residencial em Abu Dhabi foi atingida, resultando na morte de um civil de nacionalidade asiática, cujo nome não foi revelado.
A Força Aérea dos EUA opera a partir de uma base em Al Dhafra, ao sul de Abu Dhabi, em parceria com a Força Aérea dos Emirados.
Neste mesmo sábado, EUA e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã. A mídia estatal iraniana informou que seus líderes sofreram uma tentativa de assassinato, mas escaparam ilesos.
Conforme a Agência de Notícias da República Islâmica, 53 pessoas teriam perdido a vida em bombardeios que atingiram uma escola primária feminina na província de Hormozgan, no sul do Irã. Outras 48 pessoas também ficaram feridas, segundo o governador Mohammad Radmehr.
A BBC não conseguiu confirmar essa informação de maneira independente, uma vez que veículos internacionais costumam ter seus vistos negados para o Irã, dificultando a coleta de dados em um país que ainda enfrenta restrições de internet.
Relatos da agência de notícias iraniana Fars indicam que explosões foram ouvidas em cinco cidades do Irã: Isfahan, Qom, Karaj, Kermanshah e na capital Teerã. O gabinete do líder supremo e o gabinete presidencial também teriam sido alvos, mas, de acordo com o Irã, não houve vítimas entre os governantes.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã prometeu uma "resposta esmagadora", afirmando que os ataques ocorreram "mais uma vez durante negociações" com os Estados Unidos.
O governo iraniano lançou mísseis contra Israel, Qatar, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque.
Contexto dos ataques
Os novos ataques ao Irã se dão em meio a intensas negociações com Washington para um acordo sobre o programa nuclear iraniano.
Em pronunciamento, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã "tentou reconstruir seu programa nuclear" e continua a desenvolver mísseis de longo alcance. Ele enfatizou a intenção de reduzir a indústria de mísseis do Irã e "aniquilar" sua Marinha, instando os iranianos a aproveitarem a oportunidade de derrubar o regime clerical.
O presidente israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que um "regime terrorista assassino" não deve deter armas nucleares que possam ameaçar a humanidade, agradecendo a Trump por sua "liderança histórica".
Analistas, como Jeremy Bowen, editor da BBC com vasta experiência no Oriente Médio, afirmam que Israel e EUA perceberam que o regime iraniano enfrenta vulnerabilidades, incluindo uma grave crise econômica e a repressão a manifestantes, considerando essa uma oportunidade única.
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