Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid
Aposentadoria do Tenente-Coronel Mauro Cid
A aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, de 46 anos, foi oficialmente autorizada pelo Exército. Cid, ex-auxiliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, está envolvido em um processo investigativo que resultou em sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido a uma trama golpista.
A decisão de Cid de se afastar das funções militares será efetiva a partir de 31 de janeiro e o tenente-coronel entrará para a reserva. O pedido foi formalizado em agosto, e uma comissão do Exército foi criada para avaliar a documentação necessária.
De acordo com nota do Centro de Comunicação Social do Exército, o pedido foi deferido, permitindo que Cid passe à reserva remunerada, com previsão de efetivação para 1º de fevereiro de 2026. O mecanismo da cota compulsória permite que militares se aposentem com um valor proporcional ao tempo de serviço.
Com quase 30 anos de carreira, Cid foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto, como resultado de um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal. Embora tenha o direito de se afastar apenas após 31 anos de serviço, a redução salarial na reserva seria mínima.
Generais relataram que, em 2023, o Exército sugeriu a Cid que ele optasse pela reserva, a fim de se concentrar em sua defesa diante das investigações. Contudo, o tenente-coronel recusou a proposta, acreditando que poderia reverter a situação. A pressão sobre ele aumentou, fazendo com que a decisão de deixar o Exército se tornasse inevitável.
O anúncio da aposentadoria foi feito por seu advogado, Jair Alves Pereira, durante uma sustentação oral na Primeira Turma do STF.
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