Careca do INSS

Ex-secretária do 'Careca do INSS' rebate relator e protagoniza embates na CPMI

Tensão na CPMI do INSS

A ex-secretária do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, popularmente conhecido como “Careca do INSS”, teve um depoimento marcado por confrontos com o relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), nesta segunda-feira (2/3), no Senado. Durante a sessão, Aline Cabral se manteve firme ao responder aos questionamentos, afirmando que não diria “o que você quer escutar”.

Logo no início, o relator indagou sobre as funções que Aline exercia nas empresas do lobista. Ela optou por exercer seu direito de permanecer em silêncio em perguntas que poderiam incriminá-la, uma prerrogativa garantida por uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da negativa, Gaspar sugeriu que não havia motivo para ela se envergonhar do trabalho que realizava.

A resposta de Aline foi contundente: “Não acho que me envergonha. O que me envergonha é estar diante de homens que querem que eu saiba de coisas que eu não sei”. Essa declaração aumentou a tensão no plenário, marcando um dos momentos mais intensos da oitiva.

Em outro ponto, quando o relator perguntou se Aline já havia sido instruída a empacotar quantias em dinheiro, ele a aconselhou a “pensar bem” antes de responder. Aline prontamente rebateu: “Eu estou pensando bem. Eu vou falar do que eu me lembro, da minha verdade, e não o que você quer escutar”. Gaspar, em tom de brincadeira, comparou a resposta a discussões que teria com sua esposa.

Aline ganhou destaque na comissão após o depoimento de um ex-sócio de Camilo Antunes, que alegou que ela desempenhava funções administrativas significativas nas empresas do empresário. Ela começou como secretária, responsável por expedir passagens e ajudar na gestão de imóveis.

Durante a oitiva, Aline confirmou que emitiu passagens para Danielle Fonteles, publicitária que foi delatora na Operação Lava Jato e que depois começou a trabalhar com Antunes. Além disso, ela mencionou que foi promovida e passou a liderar a Gestão de Pessoas nas empresas de telemarketing ligadas ao empresário sob investigação.


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