Lulinha

Ex-secretária diz que acessava cofre do ‘Careca do INSS’, mas nega repasse de dinheiro a Lulinha

Ex-secretária revela acesso ao cofre do ‘Careca do INSS’, mas nega repasses a Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é mencionado em uma suposta mesada de R$ 300 mil associada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, que está sendo investigado por fraudes no INSS.

Na última segunda-feira, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Aline Bárbara Mota confirmou que tinha acesso ao cofre de Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e que atuava como sua secretária.

Durante o depoimento, ela negou ter realizado pagamentos a Lulinha, que, segundo parlamentares, estaria envolvido em um esquema relacionado a consignados do INSS.

Aline declarou que acessava o cofre na sua função e que frequentemente encontrava quantias de dinheiro variáveis, mas não especificou valores exatos. “Eu pegava dinheiro, mas não contava o total. Às vezes, eram notas de vinte”, explicou.

Os valores, segundo ela, eram utilizados para adquirir materiais de escritório, como papel e impressoras, e que não havia registro do montante retirado, mas ela sempre informava Antunes sobre as retiradas.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), questionou Aline se ela suspeitava que o dinheiro no cofre era ilícito. A resposta foi negativa. Aline afirmou que Antunes se apresentava como um “empresário de sucesso”, o que não a levava a questionar a origem do dinheiro.

Em outro momento, o deputado Rogério Correia (PT-PT) mencionou uma reportagem do Estado de S. Paulo, que indicava que Lulinha teria viajado a Portugal com despesas pagas por Antunes. Ao ser questionada se comprou passagens para Lulinha com o dinheiro do cofre, Aline respondeu que não, negando também ter entregado dinheiro a ele.

A investigação da Polícia Federal também trouxe à tona o nome de Lulinha, após um ex-funcionário de Antunes afirmar que ele era sócio do lobista e recebia uma mesada de R$ 300 mil. Mensagens encontradas pelos agentes também faziam referência a pagamentos ao “filho do rapaz”.

A conexão entre Lulinha e Antunes seria a empresária Roberta Luchsinger, que é amiga de ambos. Aline afirmou não conhecer Roberta.

Antunes é considerado um dos principais responsáveis pelas fraudes no INSS, que envolvem descontos ilegais em aposentadorias. Em depoimento à CPMI, ele alegou que apenas prestava serviços a associações e sindicatos. Lulinha também refutou qualquer envolvimento em atividades ilegais.


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