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Ex-secretária de empresário investigado nega repasses financeiros a Lulinha na CPMI

Aline Bárbara Mota, que atuou como secretária e gerente administrativa de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, prestou depoimento à CPMI do INSS nesta segunda-feira (02/03). Durante a sessão, ela negou ter feito qualquer compra de passagens aéreas ou repasse de dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sua negativa aconteceu após questionamentos do deputado Rogério Correia (PT-MG).

Aline compareceu à comissão na condição de testemunha e foi interrogada sobre supostos pagamentos e transferências de valores ao filho do presidente. Ela reafirmou não ter realizado nenhum repasse financeiro nem adquirido passagens para Lulinha.

A convocação de Aline se deu no contexto da investigação sobre Antônio Carlos Camilo Antunes, que é alvo da Operação Sem Desconto. Essa operação investiga possíveis descontos irregulares associados a benefícios previdenciários. A ex-secretária foi chamada para esclarecer sua participação nas atividades das empresas do investigado.

Durante o depoimento, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) questionou Aline sobre a origem do dinheiro que recebia. A ex-secretária afirmou: “Não, eu nunca soube, nunca desconfiei. Quando ele me contratou, se apresentou como um empresário de sucesso, então não tinha, até então, por que eu questionar de onde vinha o dinheiro. Eu era uma secretária e não tinha por que eu investigar a vida dele.”

Os indícios envolvendo Lulinha o tornaram um dos alvos da investigação. A Polícia Federal e a comissão parlamentar buscam verificar se o filho do presidente atuou como sócio oculto do empresário.

Na semana anterior ao depoimento de Aline, a CPMI aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva. Após a votação, gerou-se tumulto na sala, com parlamentares do governo questionando a contagem e a condução do processo.


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