Ex-ministro da Defesa vai trabalhar em revisão doutrinária do Exército
Ex-ministro da Defesa atuará na revisão doutrinária do Exército
O ex-ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, foi autorizado a trabalhar na prisão realizando a revisão doutrinária do Exército Brasileiro. Detido no Comando Militar do Planalto, o general se dedicará à leitura e à sugestão de atualizações em livros e manuais da Força.
Condenado a 19 anos de prisão por envolvimento em um plano de golpe, Paulo Sérgio recebeu a autorização na quarta-feira (31) do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para trabalhar e estudar. Essa atividade poderá contribuir para a redução de sua pena.
Integrantes do Exército afirmam que o general possui a experiência e o conhecimento necessários para ajudar no processo de revisão de conceitos e procedimentos militares.
Moraes também estabeleceu prazos para acordos penais a dois réus do núcleo 3 da trama golpista.
Antes de sua nomeação como ministro da Defesa durante o governo Bolsonaro, Paulo Sérgio foi comandante do Exército entre abril de 2021 e março de 2022. O general de quatro estrelas também comandou o Comando Militar do Norte, em Belém, e liderou o Departamento-Geral de Pessoal, em Brasília.
Informações da CNN Brasil indicam que o trabalho será realizado na sala de Estado-Maior, onde o ex-ministro está detido desde novembro.
A defesa do general também solicitou permissão para que ele se matricule em cursos de nível superior ou profissionalizantes. Na decisão de quarta-feira, Moraes pediu que a defesa especifique, em até cinco dias, quais cursos seriam esses. Além disso, o ministro autorizou Nogueira a receber visitas virtuais e presenciais de até 15 pessoas entre os dias 1º e 8 de janeiro, com duração máxima de meia hora cada.
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