Ex-ministra da Agricultura atrai oito empresas em instituto para "dialogar" do agro à infraestrutura
Ex-ministra da Agricultura reúne empresas em novo instituto para debater agronegócio e infraestrutura
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) inaugurou o Instituto Diálogos em Brasília, com a intenção de fomentar discussões sobre economia e políticas públicas nas áreas de agronegócio e infraestrutura.
O novo instituto, que possui um conselho formado por oito empresas, como Itaú e Cargil, é descrito como apartidário e sem envolvimento político. A ex-ministra da Agricultura almeja aprofundar debates que, segundo ela, têm sido superficiais no Brasil, organizando seminários com acadêmicos e empresários.
O primeiro evento do instituto, que abordará geoeconomia, está agendado para maio em São Paulo. O Diálogos não se restringirá a legislações específicas, buscando uma isenção total para ouvir diversas partes interessadas, incluindo o setor privado e a academia.
A senadora enfatiza que o Diálogos, idealizado ao longo de mais de dois anos, é uma iniciativa que visa promover discussões mais profundas sobre temas relevantes do país. O conselho de administração é presidido por Tereza e conta com empresas reconhecidas, como Yara, Corteva, Cocamar, FS, Hidrovias do Brasil e Tereos.
Em entrevista, Tereza destacou a necessidade de debates mais robustos e a intenção de trazer especialistas e pensadores de diferentes segmentos para enriquecer as discussões. Após o seminário sobre geoeconomia, a proposta é abordar também produtividade e formar grupos de trabalho para imersão em diversos assuntos.
Embora ainda não tenha revelado todos os nomes envolvidos, fontes indicam que Fareed Zakaria, escritor e analista de geopolítica, pode ser um dos convidados para o primeiro painel. Tereza reitera que o Diálogos não se dedicará a propor legislações específicas, diferentemente do Instituto Pensar Agro (IPA), que atua como um braço técnico da Frente Parlamentar da Agropecuária.
A senadora reafirma o caráter apartidário do instituto, buscando sempre a isenção para discutir temas relevantes, ouvindo todas as partes interessadas.
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