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Ex-líder do PRTB é denunciado por fraude eleitoral e violência política de gênero

Leonardo Alves de Araújo, conhecido como Léo Avalanche, e mais seis indivíduos enfrentam acusações do Ministério Público de São Paulo por fraude eleitoral e violência política de gênero. A denúncia foi formalizada na última quinta-feira, 29 de janeiro, pelo promotor de Justiça Eleitoral Renato Kim Barbosa. Avalanche, que liderou o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), é mencionado no caso que envolve a candidatura de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo em 2024.

Em uma declaração divulgada no sábado, 31 de janeiro, o presidente do PRTB, Amauri Pinho, afirmou que está ciente dos inquéritos policiais em andamento e da denúncia contra o ex-dirigente. O partido se coloca à disposição das autoridades para colaborar na investigação, reafirmando seu compromisso com a legalidade e transparência.

A denúncia revela que o grupo sob a liderança de Avalanche teria organizado um esquema fraudulento durante a eleição interna de 23 de fevereiro de 2024. Os acusados, segundo a acusação, teriam recrutado pessoas para se fazer passar por fundadores do partido, utilizando documentos falsificados e assinaturas treinadas para ludibriar a Justiça Eleitoral.

Os crimes teriam ocorrido entre fevereiro e abril de 2024, quando o grupo tentava tomar o controle do PRTB. O esquema incluía o uso de identidades falsas com dados e fotos de fundadores reais para validar votos nas urnas eletrônicas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As investigações também apontam que os acusados tentaram expulsar Rachel de Carvalho, a então vice-presidente nacional do partido, e seu grupo político. Avalanche é acusado de assediar a vice-presidente, explorando seu gênero para dificultar suas funções partidárias.

Os episódios de assédio ocorreram principalmente na sede do PRTB e em reuniões do partido. Durante esses encontros, o ex-presidente teria feito declarações misóginas, incluindo a afirmação de que “mulher só serve para cumprir cota”.

Para eliminar opositores internos, o grupo teria acessado indevidamente sistemas da Justiça Eleitoral. Eles filiaram Rachel e outros membros ao partido Mobiliza sem autorização, resultando em suas saídas automáticas do PRTB. Perícias digitais identificaram editais com datas falsas publicados no site do partido para dar uma aparência de legalidade às reuniões e punições internas.

A denúncia também documenta ameaças de morte contra Rachel. Em um incidente, Avalanche teria instruído a vice-presidente a se despedir de seus familiares, alegando que ela seria morta ao receber um código específico. Em outra ocasião, a vítima foi forçada a assinar uma renúncia digital sob intenso assédio psicológico.

Em resposta, Leonardo Alves declarou ao site Metrópoles que prestou depoimento em 13 de janeiro ao delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito, afirmando que todas as questões foram esclarecidas. Avalanche alegou que as denúncias fazem parte de um plano orquestrado por uma quadrilha que visa “usurpar” partidos.

Amauri Pinho, presidente nacional do PRTB, reiterou que está ciente dos processos em andamento e que os fatos atribuídos a Alves são graves, devendo ser tratados pelas instâncias competentes sem complacência da atual direção nacional.


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