Almir Garnier Santos

Ex-comandante da Marinha Almir Garnier é preso após condenação na ação da trama golpista

Ex-comandante da Marinha é preso após condenação em trama golpista

O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, foi detido e condenado a 24 anos de prisão por seu papel em uma tentativa de golpe. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o considera o único entre os três chefes das Forças Armadas a apoiar tal plano, colocando tropas à disposição do então presidente Jair Bolsonaro. A defesa nega a participação de Garnier e contesta as provas, enfatizando contradições nas declarações e na delação de Mauro Cid.

A prisão ocorreu em uma unidade militar em Brasília, decidida pelo ministro Alexandre de Moraes. Garnier enfrentou cinco acusações, incluindo organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.

Segundo a PGR, o ex-comandante se destacou por aderir ao plano golpista, intensificando a ação militar na tentativa de desestabilizar a democracia. A delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi crucial no julgamento. Ele relatou uma reunião no Palácio da Alvorada em 7 de dezembro de 2022, onde uma minuta golpista foi apresentada aos comandantes militares, e Garnier se mostrou favorável à proposta.

Nos argumentos finais, a defesa de Garnier pediu sua absolvição, argumentando a falta de provas concretas e destacando contradições nos depoimentos de outros comandantes. Enquanto Baptista Júnior afirmou que Garnier colocou tropas à disposição de Bolsonaro, Freire Gomes disse que ele apenas se alinhou ao presidente, respeitando a hierarquia.

A defesa questionou a validade da delação de Cid, alegando omissões e inconsistências. Os advogados afirmam que não há evidências que conectem Garnier aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram as sedes dos Três Poderes.


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