Ex-chefe do Google quer lançar telescópio maior que Hubble
Ex-chefe do Google quer lançar telescópio maior que Hubble
Um novo telescópio espacial privado, chamado Lazuli, foi anunciado com um espelho de 3 metros e instrumentos para observar o Universo no óptico e no infravermelho. Bancado integralmente por Eric Schmidt, ex-chefe do Google, e sua esposa, Wendy Schmidt, o projeto pode decolar em três a cinco anos e, se cumprir a promessa, abrir uma nova fase para a astronomia ao reagir muito mais rápido do que observatórios espaciais tradicionais.
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Um anúncio recente sugere que esse modelo talvez não seja a única rota possível para a próxima geração de instrumentos astronômicos.
Chamado Lazuli, o novo telescópio espacial foi apresentado em um artigo disponível no Arxiv como um observatório de grande porte, com espelho de 3 metros, capaz de observar no óptico e no infravermelho. Isso, por si só, já o colocaria acima do Hubble em tamanho de espelho. Mais do que isso: o projeto chama atenção porque será pago integralmente pelo casal Eric e Wendy Schmidt.
O elemento mais fora da curva talvez nem seja o tamanho do telescópio, mas seu modelo de financiamento.
Segundo reportagem da Sky at Night Magazine, todo o custo do Lazuli será coberto por Eric e Wendy Schmidt. O casal é conhecido por financiar pesquisas científicas, ambientais e educacionais. Eric Schmidt ficou conhecido por ter comandado o Google, e o investimento necessário deve chegar facilmente à casa de centenas de milhões de dólares.
Isso transforma o Lazuli em algo raro no cenário atual: um grande observatório espacial financiado por capital privado, em vez de depender diretamente de orçamento público.
A aposta vem acompanhada de uma filosofia diferente da praticada por agências espaciais. A reportagem afirma que a equipe do Lazuli acredita poder avançar mais rápido ao aceitar mais risco e ao usar tecnologias, principalmente no design de câmeras, que ainda não foram comprovadas no espaço.
Três a cinco anos: promessa ousada
Os responsáveis dizem que o telescópio poderia voar em três a cinco anos. Trata-se de uma previsão agressiva para padrões espaciais.
Missões desse porte normalmente passam por cronogramas longos, revisões técnicas extensas e múltiplas camadas de validação, justamente porque um erro em órbita pode significar prejuízos gigantescos. O Lazuli, no entanto, quer encurtar esse caminho.
Essa estratégia torna o projeto empolgante, mas a velocidade prometida depende de a aposta tecnológica dar certo. Se der, o resultado pode ser um novo tipo de observatório: menos preso ao ritmo das grandes agências e mais adaptado ao tempo acelerado da astronomia contemporânea.
Um telescópio para um céu que muda depressa
A promessa mais impressionante talvez esteja na capacidade de reação do Lazuli.
Nos próximos anos, os astrônomos devem receber uma enxurrada de alertas sobre eventos transitórios. Eles são fenômenos curtos e muitas vezes violentos, como supernovas, novas e outras ocorrências que aparecem e mudam rapidamente. Parte dessa avalanche de sinais deve vir do Observatório Vera Rubin e de observatórios de ondas gravitacionais.
Nesse cenário, velocidade importa muito.
A reportagem compara o Lazuli ao Hubble: enquanto o Hubble pode precisar de pelo menos alguns dias de aviso para apontar para um novo alvo, o Lazuli promete responder a alertas em menos de quatro horas (e talvez até em 90 minutos)
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