EUA x Irã: confira tudo o que aconteceu no 4º dia de conflitos no Oriente Médio
EUA x Irã: resumo do 4º dia de conflitos no Oriente Médio
03/03/2026 19h29
Atualizado 10 minutos atrás
No dia de hoje, o conflito no Oriente Médio entrou em seu quarto dia, com Israel realizando um ataque à Assembleia de Especialistas em Teerã, local designado para a escolha de uma nova liderança iraniana. O Irã minimizou o incidente, alegando que o prédio estava desativado e não havia pessoas presentes.
O exército israelense também informou ter atacado o gabinete presidencial do Irã e o Conselho Supremo de Segurança Nacional. Além disso, foram registrados ataques em Beirute, capital do Líbano. O ministro da Defesa de Israel autorizou uma ofensiva terrestre para estabelecer novas posições estratégicas no Líbano, visando prevenir ataques nas regiões fronteiriças.
A questão sobre o tamanho do arsenal de mísseis e drones do Irã se torna crucial para entender a duração da guerra, que começou com os ataques dos EUA e Israel. As estimativas sugerem que o arsenal iraniano pode incluir milhares de mísseis, foguetes e drones.
Os Estados Unidos emitiram um alerta sobre uma ameaça iminente de ataque na Arábia Saudita, um dia após um ataque do Irã à embaixada americana em Riad. Os EUA afirmaram ter destruído instalações da Guarda Revolucionária Islâmica, além de aeródromos e equipamentos de defesa.
Em resposta, o Irã atacou um navio petroleiro de bandeira americana no porto de Khalifa bin Salman, no Bahrein, e a embaixada dos EUA em Riad foi alvo de dois drones, embora não tenham ocorrido vítimas.
A Sociedade do Crescente Vermelho iraniana reportou que os ataques dos EUA e Israel resultaram na morte de 787 pessoas no Irã. Em Israel, 11 pessoas perderam a vida devido aos mísseis iranianos, e os EUA relataram a morte de seis soldados americanos no Kuwait após um ataque iraniano.
A ONU informou que 30 mil pessoas foram deslocadas no Líbano e estão sendo acolhidas em abrigos devido ao conflito. Muitas estão dormindo em carros ou presas no trânsito ao tentar deixar o sul do país, conforme afirmação do porta-voz da ACNUR, Babar Baloch.
Sobre a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que "praticamente tudo foi destruído no Irã" e que é "tarde demais" para negociações. Ele anunciou a iminência de uma nova onda de ataques e afirmou que todos os potenciais líderes de um novo regime iraniano estão mortos.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou que a guerra contra o Irã "não vai durar anos", sugerindo que a resolução pode ser rápida, embora não imediata.
O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, comentou sobre o conflito, afirmando não ter visto evidências da produção de armas nucleares pelo Irã, que é a justificativa dos EUA para os ataques, e sugeriu que a guerra poderia levar mais países a buscarem armamentos nucleares.
*Com informações de Estadão Conteúdo e da Reuters.*
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