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EUA x Irã: confira tudo o que aconteceu no 3º dia de conflitos no Oriente Médio

Conflitos no Oriente Médio: Resumo do 3º Dia de Ações Militares

02/03/2026 19h21
Atualizado 7 minutos atrás

No terceiro dia de confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, os ataques se intensificaram em várias regiões do Oriente Médio. Na manhã desta terça-feira (3), horário local, Israel realizou novas ofensivas contra Teerã, a capital iraniana.

A situação se agravou com a morte de Mansoureh Khojasteh, viúva do líder supremo Ali Khamenei, que sucumbiu aos ferimentos resultantes dos ataques norte-americanos e israelenses. Ela havia sido ferida no mesmo atentado que resultou na morte de Khamenei.

Os dois países enfrentam a possibilidade de esgotar seus recursos bélicos rapidamente; a resistência mais prolongada pode proporcionar uma vantagem significativa.

A escalada de tensões no Irã levanta preocupações sobre a economia brasileira. A ameaça de interrupções na oferta de petróleo pode afetar o IPCA e provocar alterações no ciclo de cortes da taxa Selic pelo Banco Central.

De acordo com o Centcom, os EUA já atingiram pelo menos 1.250 alvos nas primeiras 48 horas de conflito.

Apesar do cenário tenso, o embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, relatou que nenhum cidadão brasileiro solicitou ajuda para deixar o país.

O aeroporto de Dubai anunciou a retomada "limitada" de voos após uma série de cancelamentos, resultado de um ataque iraniano no domingo (1º), que deixou quatro feridos.

O Irã reportou que ao menos 168 pessoas perderam a vida em um ataque a uma escola primária feminina no sul do país, a maioria crianças.

Em Líbano, bombardeios israelenses resultaram na morte de pelo menos 52 pessoas e ferimentos em 154. Israel alegou ter eliminado o líder do Hezbollah, que atua com o apoio do Irã.

Na parte sul de Israel, 19 pessoas ficaram feridas devido a um ataque iraniano.

Os EUA confirmaram que o número de militares americanos mortos subiu para seis, em decorrência de ataques a bases no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez sua primeira coletiva de imprensa desde o início dos ataques, afirmando que a ofensiva ainda está em seus estágios iniciais. Ele advertiu que a "grande onda" de ataques está por vir e não descartou a possibilidade de enviar tropas terrestres, embora tenha dito que isso pode não ser necessário.

Trump também expressou a expectativa de que o conflito não se prolongue, prevendo uma duração de cerca de quatro semanas, e mencionou que estão adiantados em relação ao cronograma.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, assegurou que o atual conflito não se assemelha à guerra no Iraque, que durou aproximadamente nove anos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país não permanecerá em silêncio diante dos ataques, reforçando seu apoio à nação enlutada. A Guarda Revolucionária do Irã fez ameaças, afirmando que os EUA e Israel não estarão seguros em lugar algum e que o Irã tomará medidas drásticas contra navios no Estreito de Ormuz.

No Brasil, o embaixador iraniano expressou gratidão a Lula por criticar as ações dos EUA e de Israel, considerando isso um reconhecimento dos valores humanos e da soberania.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu ajuda para restaurar a calma no Oriente Médio, utilizando os laços entre Moscou e Teerã.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu "máxima moderação", observando a rápida evolução da situação e instando as partes a respeitarem acordos de cessação das hostilidades.

Por fim, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, elogiou as ações dos EUA e de Israel, mas descartou a participação da aliança militar no conflito.


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