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EUA têm “superioridade aérea” sobre o Irã, afirma Dan Caine

EUA afirmam ter "superioridade aérea" sobre o Irã, diz Dan Caine

Os recentes ataques ao Irã proporcionaram aos Estados Unidos uma "superioridade aérea" na região, conforme declaração do General Dan Caine, Chefe do Estado-Maior Conjunto, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (2).

Caine destacou que "o impacto combinado desses ataques, rápidos, precisos e avassaladores, resultou no estabelecimento da superioridade aérea local". Ele acrescentou que essa vantagem não apenas reforçará a proteção das forças americanas, mas também permitirá a continuidade de operações sobre o Irã.

O general também mencionou que forças adicionais dos EUA estão chegando à área.

Israel intensifica ataques ao Hezbollah no Líbano

Avançados jatos F-35 serão enviados para apoiar os militares, de acordo com o general.

O ex-presidente Trump comentou à CNN que os EUA "não sabem" quem sucederá o líder supremo do Irã.

Caine detalhou que o destacamento inclui milhares de militares de diversos ramos das Forças Armadas, centenas de caças de quarta e quinta geração, dezenas de aviões-tanque, bem como os grupos de ataque dos porta-aviões Lincoln e Ford, com suprimentos contínuos de munições e combustível, apoiados por uma robusta rede de comando e controle.

"Hoje, o fluxo de tropas continua. O almirante Brad Cooper receberá tropas adicionais ainda hoje", afirmou.

A CNN reportou que a presença militar dos EUA no Oriente Médio tem sido intensificada nas últimas semanas, e Caine afirmou que essa estratégia teve o efeito desejado de "atordoar e confundir" o Irã. Os esforços para neutralizar as operações espaciais e cibernéticas do país deixaram-no "sem capacidade de ver, coordenar ou responder de forma eficaz".

Tensão crescente no Oriente Médio

Desde o sábado (28), EUA e Israel iniciaram uma série de ataques ao Irã, em meio a crescentes tensões em relação ao programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que a busca por vingança pelos ataques de Israel e dos EUA é um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump fez uma advertência ao Irã: "é melhor que eles não façam isso, porque se o fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". A escalada de agressões entre as partes continua neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques ao Irã prosseguiriam "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".


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