EUA, Israel e Irã: o que se sabe sobre conflito no Oriente Médio
EUA e Israel intensificam operações militares contra o Irã
No último sábado (29), o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos iniciaram "grandes operações de combate" no Irã, com a intenção de eliminar as forças armadas iranianas e desmantelar seu programa nuclear.
Em um vídeo de oito minutos divulgado no Truth Social, Trump acusou o Irã de descartar “todas as oportunidades de abandonar suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Além disso, Israel também confirmou que está realizando ataques contra o país.
Diferentemente do que ocorreu em junho, quando os EUA e Israel atacaram o Irã, os novos ataques começaram pela manhã, no primeiro dia da semana iraniana, enquanto milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho ou escola. Enquanto os ataques anteriores foram rápidos e duraram apenas algumas horas, fontes indicaram à CNN que desta vez os militares americanos planejam ações que se estenderão por vários dias.
Em resposta, o regime iraniano desencadeou uma série de ataques sem precedentes em diversas partes do Oriente Médio, com explosões relatadas em países que abrigam bases militares dos EUA, como os Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.
Objetivos da operação
Em sua declaração feita às 2h30 da manhã, Trump explicou que a operação americana, denominada “Operação Fúria Épica”, visa “defender o povo americano eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.
Ele destacou o histórico do regime iraniano de apoiar o terrorismo na região e sua hostilidade em relação aos EUA, mencionando eventos desde a crise dos reféns de 1979 até ações mais recentes de aliados iranianos.
“Por 47 anos, o regime iraniano gritou ‘morte à América’ e perpetuou uma campanha interminável de violência e assassinatos em massa, visando os Estados Unidos, nossas tropas e cidadãos inocentes em muitos países”, afirmou Trump. “Foi um terror em massa. E não vamos tolerar isso por mais tempo."
Motivações para a ação militar
Trump justificou a ação militar afirmando que o Irã "rejeitou todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares", o que levou os EUA a agir. Os ataques ocorreram logo após o ministro das Relações Exteriores de Omã, que mediu as negociações entre autoridades americanas e iranianas, declarar que houveram "avanços significativos" nas discussões.
O presidente também alertou que o programa de mísseis balísticos do Irã poderia ameaçar a segurança dos EUA, prometendo destruir esses mísseis e devastar a indústria de mísseis do país. Ele ainda garantiu que os EUA "aniquilariam" a marinha iraniana.
Reações e consequências
Após os ataques, diversos países começaram a cancelar voos para o Oriente Médio. O ministro do Irã classificou a ação dos EUA e de Israel como "totalmente ilegal".
No final de seu vídeo, Trump pediu à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) que depusesse as armas e se beneficiasse de “imunidade total”, ou “enfrentasse a morte certa”. A natureza aérea dos ataques levantou questões sobre a rendição da IRGC.
Ele também se dirigiu ao povo iraniano, incentivando-os a assumirem o governo, afirmando que esta poderia ser a última chance por gerações. “Vocês têm um presidente que está oferecendo o que desejam. Vamos ver como reagem”, completou.
Explosões foram registradas em Teerã, especialmente no distrito de Pasteur, que abriga o complexo de segurança onde se localiza o líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei. Relatos indicam que o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da IRGC, Mohammed Pakpour, podem ter sido mortos durante os ataques.
Como resposta, o Irã lançou uma série de ataques em toda a região, visando países vizinhos com bases militares dos EUA e Israel. Explosões foram ouvidas desde as praias de Dubai até as ruas de Doha, embora não esteja claro se eram mísseis sendo interceptados ou atingindo alvos.
O que se observa é uma reação rápida e agressiva do Irã aos ataques coordenados pelos EUA e Israel, que anteriormente haviam atingido seu arsenal de mísseis balísticos em junho, prejudicando sua capacidade de retaliação. O Irã pode estar agindo rapidamente para utilizar esse arsenal enquanto ainda o possui.
Espaço aéreo israelense
Informações recentes indicam que o espaço aéreo de Israel foi fechado para voos civis, conforme autoridades locais.
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