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EUA e Irã iniciam terceira rodada de negociações em Genebra, diz agência

EUA e Irã iniciam terceira rodada de negociações em Genebra

A terceira rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã teve início em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira, 26 de outubro, conforme reportado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA.

Delegações dos dois países chegaram à residência do embaixador de Omã para as conversas.

As negociações, que ocorrem de forma indireta e são mediadas por Omã, visam discutir o programa nuclear iraniano e a possibilidade de alívio das sanções. No entanto, ambos os lados já demonstraram ceticismo em relação às intenções do outro.

As discussões foram retomadas neste mês, com o objetivo de resolver um impasse que persiste há décadas sobre o programa nuclear, que Washington, aliados ocidentais e Israel acreditam estar voltado para a criação de armas nucleares, algo negado por Teerã.

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, estarão presentes nas negociações ao lado do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. A mediação será novamente conduzida pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi.

Durante seu discurso sobre o Estado da União na terça-feira, 24 de outubro, Trump apresentou brevemente sua posição sobre um possível ataque ao Irã, afirmando que prefere uma solução diplomática, mas que não permitirá que Teerã desenvolva armas nucleares.

Ele mobilizou uma força militar significativa na região, incluindo caças e grupos de ataque de porta-aviões, na tentativa de pressionar o Irã a ceder.

Embora o foco das negociações seja o programa nuclear, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou que a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos é um "problema grave" que precisa ser abordado, já que esses mísseis são "destinados exclusivamente a atacar os Estados Unidos", representando uma ameaça à estabilidade regional.

Os EUA têm concentrado uma força militar considerável no Oriente Médio, atingindo um de seus maiores destacamentos na região desde a invasão do Iraque em 2003, o que levanta temores de um conflito mais amplo.

Em junho de 2022, os EUA, em conjunto com Israel, atacaram instalações nucleares iranianas, levando Teerã a ameaçar represálias severas em caso de novos ataques.

Trump afirmou em 19 de fevereiro que o Irã deve fechar um acordo em um prazo de 10 a 15 dias, alertando que, se isso não acontecer, "coisas muito ruins" poderão ocorrer.

Os preços do petróleo subiram levemente nesta quinta-feira, enquanto investidores ponderavam se as negociações poderiam evitar um conflito militar que ameaça o fornecimento, embora os ganhos tenham sido limitados por um aumento nos estoques de petróleo bruto dos EUA.

A Arábia Saudita está aumentando sua produção e exportações de petróleo como parte de um plano de contingência, temendo que um ataque americano ao Irã possa interromper o fornecimento do Oriente Médio.

Araqchi declarou que o Irã busca um acordo justo e rápido, mas reafirmou que não abrirá mão de seu direito à tecnologia nuclear para fins pacíficos. Washington vê o enriquecimento de urânio no Irã como uma potencial via para o desenvolvimento de armas nucleares.

"Um acordo está ao alcance, mas apenas se a diplomacia for priorizada", afirmou Araqchi em um comunicado divulgado pela X.

Com informações da agência de notícias Reuters.


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