EUA compartilharam informações com México para localizar líder do narcotráfico ‘El Mencho’
EUA colaboram com o México para localizar 'El Mencho'
Dados compartilhados resultaram na vigilância do círculo próximo do líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), que foi morto recentemente.
O secretário de Defesa do México, Ricardo Trevilla, confirmou nesta segunda-feira, 23, que informações fornecidas pelos Estados Unidos possibilitaram que as forças mexicanas localizassem Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), falecido no último fim de semana.
Conforme Trevilla, as informações de Washington foram complementadas pela vigilância que as autoridades mexicanas já realizavam sobre Oseguera. Isso possibilitou a identificação de seu círculo íntimo, incluindo sua segurança pessoal e relacionamentos afetivos.
A morte de “El Mencho” gerou uma onda de violência no México e impactou ao menos dez estados, levando à suspensão das aulas nesta segunda-feira, 23. Governos locais convocaram reuniões emergenciais de segurança, enquanto autoridades dos Estados Unidos e da Europa emitiram alertas para seus cidadãos.
O crime organizado respondeu com táticas já conhecidas no país. Nas horas seguintes à confirmação da morte, foram registrados bloqueios em rodovias e incêndios de veículos, uma prática chamada “narcobloqueio”, utilizada para dificultar as ações das forças de segurança.
A Secretaria de Segurança do México registrou cerca de 250 bloqueios em 20 estados, incluindo Sinaloa, Colima, Nayarit, Guanajuato, Zacatecas, Hidalgo, Querétaro, Michoacán, Estado do México, Tamaulipas, Veracruz, Puebla, Chiapas e Tabasco. Até a noite de domingo, 23 pontos permaneciam ativos.
Fundado em 2010, o CJNG se expandiu rapidamente e hoje está presente em todos os 32 estados mexicanos, conforme fontes de segurança consultadas pelo jornal espanhol El País. A organização disputa territórios estratégicos, como Guanajuato, onde enfrenta o Cártel Santa Rosa de Lima, e Chiapas, onde ocorre conflito com dissidências do Cártel de Sinaloa.
A agência antidrogas americana DEA afirma que o cartel opera em pelo menos 40 países, contando com milhares de integrantes e facilitadores. Em setembro passado, forças de segurança dos EUA prenderam 670 suspeitos ligados ao cartel em quatro dias de operações coordenadas. A DEA chegou a oferecer uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de Oseguera.
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