Estados Unidos

EUA avaliam atacar líderes do Irã e até mudança de regime, diz agência

Planejamento militar dos EUA sobre o Irã avança

Autoridades dos Estados Unidos informaram à Reuters que o planejamento militar voltado para o Irã alcançou um estágio avançado, sinalizando uma possível preparação para um conflito.

As opções em discussão incluem ataques direcionados a líderes iranianos e a possibilidade de promover uma mudança de regime em Teerã.

Esses planos reforçam a ideia de que Washington se prepara para agir caso as negociações diplomáticas não avancem. Recentemente, o presidente Donald Trump mencionou publicamente a mudança de regime na República Islâmica como uma possibilidade.

A informação, confirmada por duas fontes anônimas, sugere que o planejamento militar é mais detalhado do que se pensava anteriormente. Na semana passada, foi noticiado que as Forças Armadas dos EUA estudam uma operação prolongada, focando em instalações de segurança e na infraestrutura nuclear do Irã.

A busca por uma mudança de regime marcaria uma mudança significativa no discurso de campanha de Trump, que criticou intervenções militares em lugares como Afeganistão e Iraque.

Uma das fontes citou a eficácia da ofensiva de Israel contra líderes iranianos no último ano, onde relatos indicam a morte de pelo menos 20 comandantes em um curto período de confrontos.

Para operações desse tipo, a precisão da inteligência é crucial. É necessário saber a localização exata dos alvos e avaliar os riscos de danos colaterais.

Embora não se saiba quais informações os EUA possuem sobre os líderes iranianos, a Casa Branca e o Pentágono não comentaram sobre o assunto.

Em 2019, o governo Trump designou formalmente a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista estrangeira, um marco inédito. No ano seguinte, autorizou um ataque que resultou na morte do general Qassem Soleimani, líder da Força Quds.

Atualmente, Trump parece estar concentrando novamente a capacidade militar dos EUA no Oriente Médio, com grande parte dessa força já posicionada em navios de guerra e aeronaves de combate.

As tensões continuam a aumentar na região, e novos desdobramentos estão sendo monitorados de perto pela comunidade internacional.


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